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Blog de EduardoRibeiroAlves

...porque ser livre é ter e poder manifestar opinião e eu tenho a minha!

ME(R)DALHAS...

por EduardoRibeiroAlves, em 21.07.16

Já lá vão muitos anos... Ocupava pela primeira vez, no Salão Nobre da Câmara Municipal de Vila Real, o lugar de Deputado da Assembleia Municipal de Vila Real. Confesso que "tremia " um pouco de excitação, sentindo um "nervosinho" cá por dentro incomodativo. O líder do meu Partido (PS), Jacinto Cruz (já falecido!) pareceu-me nesse dia bastante nervoso e abeirando-se de mim disse-me:

- Você nao foi à Reunião de Preparação?!

- Pois não - gaguejei eu, não sabia...

- Não sabia?! Então não lhe telefonaram?!

- Não...

- Ah... então deixe lá, ainda não está na lista. Mas da próxima já estará!

Depois, o camarada Jacinto Cruz reparou numa folha A4 que eu tinha na mão e indagou?

- Que é isso?! Quer falar? Se quiser... pode lá ir. Bem falta que nos fazia que hoje isto está muito mau!  Vá lá antes da Ordem do dia. Quer que o inscreva?!

E os olhos do Jacinto brilhavam agora mais expectantes.. E eu senti então aquela velha hesitação e nervosismo, contra a qual lutei arduamente durante anos e anos e que me causa sempre prazer enorme quando, finalmente, a consigo vencer!

- S.....Ssssim! Inscreva-me lá!

Só depois comecei a olhar para o lado, para os Deputados Municipais dos outros Partidos... um do Partido Comunista, que pediu a palavra e que me agradou imenso, quer pelo discurso, quer pelo seu bigode sorridente ou mesmo castiço! Depois foram lá outros Deputados do CDS e do PSD. Deste Partido (PSD) destacava-se um Deputado Municipal de então, que me olhou de lado uma ou duas vezes...mas de soslaio. Depressa me apercebi que possuia um discurso pouco ou nada elaborado... mas muito "duro". O meu camarada do PS, o Artur Pimentel, de Lordelo, murmurou-me então ao ouvido:

- Caceteiros.... Só gostam de "dar porrada"! Mas não tenhas medo!...

E não tinha... mesmo! E eis que de repente o Presidente da Assembleia, pronunciou o meu nome, e quando me pus de pé e  comecei a falar todos olhavam para trás para me fitar (esqueci-me de dizer que estava na última fila cá do fundo!)

E falei, ou melhor comecei a ler a folha A4. Referi-me ao mundo rural e à grande discrepância entre este e a cidade. E disse que não podia tudo continuar assim, a cidade a absorver para si a maior parte das verbas e as pobres das aldeias a viverem miseravelmente... E falei das Escolas do 1º Ciclo sem condições, dos caminhos por limpar, das bermas das estradas, da falta de saneamento básico e sobretudo da então  "Lixeira da Portela".  No final sentei-me e...senti-me satisfeito, com a boca seca, mas com um sentimento e uma acalmia reconfortante.

A palavra foi dada de seguida a um Deputado do PSD, que me "fuzilou", quer com os olhos, quer na sua postura de nem se dirigir diretamente a mim:

- Não sei quem é este senhor, nem donde saiu e até me parece que nem da cidade é!...

Essas suas palavras doeram-se tanto.. e senti uma irritação enorme, mas o Jacinto Cruz, foi à Casa de Banho e ao passar por mim cá no fundo, segredou-me:

- Esteve muito bem... Não ligue ao que ele diz! Aqui quem não for da cidade está frito! Repare nos presidentes das juntas rurais... não vão abrir a boca toda a noite!

Valeu-me na reposição do meu estatuto que me estava a ser retirado (por não ser da dita cidade), o então Presidente da Câmara, Manuel Martins (também já falecido!):

- Senhor professor Eduardo, saudo-o e tenho muito gosto em vê-lo nesta Assembleia. Conhecemo-nos bem, quer dos Jantares de Natal Anuais com todos os professores do 1º Ciclo do Concelho, quer das Festas Escolares de Guiães, de Andrães e de outras Escolas, espalhadas pelo mundo rural e nas quais, como pode testemunhar, procuro estar sempre presente. Mas senhor professor Eduardo, deixe que lhe diga uma coisa, a cidade é de todos e as aldeias são de quem lá vive!

Sublinhei e negritei, porque repetiu vincadamente essas palvras... que jamais esquecerei.

Entretanto, o tal deputado do PSD... parece não ter gostado muito da intervenção do (seu) Presidente e comentava para o seu colega de bancada:

- Ora bem..bem!! Em frente em frente! Tanta importância para quem não tem importância nenhuma!

...

Os tempos passaram...Jacinto Cruz faleceu drasticamente e Manuel Martins também... E eu, hoje professor aposentado, já não sou deputado municipal, mas continuo do PS, ainda acreditando na sua "Matriz Ideológica, Social e Revolucionária" (expressão da minha responsabilidade), assente na Declaração de Princípios do Partido.  E, orgulhosamente, continuo a ser rural...isto é, vivo numa aldeia rural, habitando uma vivenda que adoro, centrada numa propriedade campesina com cerca de 6 mil metros quadrados!

O PS (onde me filiei há mais de 30 anos) é hoje Poder na Câmara Municipal do meu concelho, onde sou nado e criado! E eu também ajudei a "conquistar" esse tal Poder! Mas, sinceramente, tenho muitas dúvidas se o exercício desse Poder se harmoniza mesmo à (nossa) Declaração de Princípios, versus à tal "Matriz "!... Por diversas razões... que não importará referir por aqui agora!

...

Ontem, dia 20 de Julho, e ao que parece, foi o 91º Aniversário da Cidade de Vila Real. Confesso que nem me lembrei... andei cá pelo meu "paraíso" entretido todo o dia e nem quis saber de mais nada! Mas vejo agora as imagens nas redes sociais e na imprensa local, alusivas à cerimónia de atribuição ou imposição de Medalhas de Mérito Municipal, ou coisa que o valha! Ninharias para mim, confesso, daí que já meio ensonado me preparava para desligar o computador quando... dei um salto na cadeira:

- O quê?!!!!!!!! Um dos medalhados pelo meu Partido é o  tal ex-Deputado Municipal do PSD, a que me referi há pouco!...  Credo!!!!!!!

....

"Oh, Jacinto Cruz... pronto descansa em paz! Não ligues... mas como vês a Política por cá é só ME(R)DALHAS!"

Os nossos ou os outros?! Eis a questão!

por EduardoRibeiroAlves, em 18.07.16

Confesso que tenho pensado muito neste dilema: Os nossos ou os outros?!

Bem, para os mais curiosos, falo mesmo de POLÍTICA , mas a sério, de "olhos nos olhos"!  Acompanhem-me só um bocadinho nestes CONSIDERANDOS, para depois concordarem (ou não),  com a minhas CONCLUSÕES:

Vamos então aos CONSIDERANDOS:

  • CONSIDERANDO QUE  existe uma "Matriz Ideológica, Democrática e mesmo Revolucionária" em determinado Partido Político, a qual nos serviu de pano de fundo ou mesmo argumentário ao longo dos anos, enquanto Oposição...
  • CONSIDERANDO QUE essa Matriz Ideológica, Democrática e mesmo Revolucionária, deveria servir de Guia, de Inspiração, ou se quisermos de GPS, quando, finalmente e após anos e anos de lutas e combates... conseguimos ser Poder...
  • CONSIDERANDO (ainda) QUE não é isso o que tem vindo a suceder, porque os Nossos, uma vez chegados ao Poder, fazem e comportam-se afinal e exatamente como os Outros...com favorecimentos pessoais e institucionais, com compadrio a "Lobos e a Lobies", com amesquinhamento e achincalhamento dos mais puros de nós e até... com desrespeito e minagem da própria democracia interna dentro do (seu??)  próprio Partido...
  • CONSIDERANDO (e finalmente) QUE não existe, ao nível da tal "Matriz Ideológica, Democrática e mesmo Revolucionária", qualquer progresso, sendo então de questionar se, mesmo assim, será preferível manter lá os NOSSOS ou deixar ou mesmo facilitar que para lá voltem os OUTROS... 

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 E agora vamos às CONCLUSÕES:

  • CONCLUSÃO 1- Se não existe garantia por parte dos NOSSOS, que estão no Poder, de irem cumprir a tal "Matriz Ideológica, Democrática e mesmo Revolucionária" , então se conclui  que se torna indiferente ou mesmo irrelevante que os NOSSOS permnaneçam no Poder, ou que os OUTROS o reconquistem!
  • CONCLUSÃO 2- A não existir garantia de cumprimento da tal "Matriz Ideológica, Democrática e mesmo Revolucionária" , por parte dos NOSSOS, nem pela parte dos OUTROS, então a única diferença é dum determinado "lote" ou mesmo "elite" de pessoas, do lado dos NOSSOS ou do lado dos OUTROS, que se comportam exatamente da mesma maneira...com o tal compadrio, favorecimento pessoais e institucionais e sobretudo "calculismo  desenfreado" no sentido de se manterem o mais tempo possível no Poder, bem como de auto se promoverem e mesmo, como se diz por aí (??) de enriquecerem ilicitamente...
  • CONCLUSÃO 3- Apesar de em termos de "Matriz Ideológica, Democrática e mesmo Revolucionária" , ser "indiferente ou irrelavante" continuarem os NOSSOS no Poder ou os OUTROS o reconquistarem; para efeitos de LUTA e COMBATE a favor dessa mesma Matriz  é SEMPRE MENOS MAU estarem lá os OUTROS que os NOSSOS! É que com os NOSSOS lá, a tal LUTA e COMATE a favor da Matriz é muito mais difícil, devido à falta de democracia interna, de debate e de discussão política, bem como à divisão interna, que é enorme e sobretudo à confusão política, ideológica e mesmo ética, que  é constante e fraturante...
  • CONCLUSÃO FINALOs nossos ou os outros?! Eis a questão! Bem, se os NOSSOS fazem na mesma como os OUTROS... então é preferível os OUTROS, porque assim os NOSSOS passam por uma "seleção natural", ou mesmo por um crivo ideológico e uma grande parte (o joio, ou seja aqueles que se filiaram à pressa ou os simples "mamões") vai-se simplesmente embora e a outra parte (o trigo, ou seja aqueles poucos e raros que têm sensibilidade política, democrática e ideológica para os Princípios da Matriz) fica e permanece na LUTA e no  COMBATE! E sem dúvida que lutar e combater é sempre mais fácil, quando sabemos  "onde está o inimigo" e, sobretudo, quando à nossa volta e ao nosso lado, sentimos o pulsar dos nossos autênticos e fiéis camaradas e amigos!

E, já agora, e como MESTRA final o pensamento de  Sérgio Vaz: (fantástico!!!).

Muito bem, Sérgio Vaz, eu assim farei!

 

LESADOS...POLÍTICOS!!!

por EduardoRibeiroAlves, em 29.10.15

Decorreu ontem, aqui em Andrães, minha terra natal, a reunião (aberta) da Câmara Municipal de Vila Real. Foi um evento histórico e que pessoalmente me sensibilizou muito, desde logo porque é o elenco municipal que eu, como socialista, ajudei a eleger... e de seguida porque decorreu nas antigas instalações da Escola Primária de Andrães, onde estudei enquanto criança, onde lecionei mais tarde, enquanto professor e onde, ao longo dos anos, por lá passaram tantos eventos escolares e comunitários, que marcam e marcarão pela vida fora todos nós, habitantes (assumidamente) de Andrães. Foi por aqui, por esta Escola, por onde brotaram também os primeiros rasgos de vida politica e democrática, que Abril trouxe e passou a permitir. Foi por exemplo aqui, onde se realizou a 1ª Assembleia Geral do Centro Cultural e Desportivo de Andrães, fundado em 15 de outubro de 1975, de que fui (e sou) Sócio Fundador e onde exerci funções, por diversas vezes, quer como dirigente, quer como animador sociocultural...

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Referi lá ontem na reunião, em que assisti como "simples público e cidadão", tudo isso, referindo que aquele lugar  da ex-Escola Primária de Andrães,  tal o de Moisés, no Horebe, o monte de Deus, era para mim também  "sagrado"! E congratulei-me que tenha sido cedido à Junta de Freguesia de Andrães, uma "Organização Democrática", que certamente o saberá usufruir e rentabilizar em prol de toda a freguesia. 

Este lugar da ex-Escola Primária de Andrães é deveras importante para mim, mesmo ao nível político. Foi por aqui que decorreram muitas das campanhas políticas dos Partidos Políticos, nas suas então "Sessões de Esclarecimento". Participei em muitas... e direi mesmo que fui a todas, mesmo às que não eram da minha "cor política"!

Mas há uma dessas  "sessões de esclarecimento" muito importante, que relembrei ontem e que acabou por me me doer muito... Vou contar-vos:

Foi sobre os lixos, ou melhor dito sobre os Resíduos Sólidos Urbanos (RSU), que foram sempre um grave problema da nossa sociedade, devido ao aumento da população urbana e consequente produção de lixo e sua urgência de encontrar soluções... Corria os anos finais do Sec.XX, e foi nos primeiros tempos do ano 2000, que cansados do proliferar de lixeiras a céu aberto, que tanto manchavam a paisagem da região, que sete municípios durienses constituíram a Associação de Municípios do Vale do Douro Norte ( A.M.V.D.N.) que tinha como objetivo inicial instalar em Vila Real uma estação incineradora de lixos. Porém, o governo de então recusou-se a apoiar o empreendimento, defendendo antes a construção de um aterro sanitário, apresentando como principal motivo o ser mais económico. E sendo assim, foi necessário encontrar um local onde os custos fossem mínimos e que reunisse as melhores condições para a sua instalação. A escolha do terreno foi baseada em certos critérios, tais como: hidrologia, sismologia, protecção do ambiente, etc. Seleccionaram-se de início 8 locais, que viriam a reduzir-se para três. E dos três locais seleccionados (Portela, Mosteirô I, Mosteirô II), depois de ponderados os diferentes parâmetros físicos, Mosteirô II (Agó), foi aquele que reunia a mais elevada aptidão.

Um aterro sanitário é (dizia-se) um local de tratamento de resíduos sólidos urbanos com todas as condições de higiene, sistemas de protecção, explorado sob planos de gestão cuidada de resíduos. Com a entrada em funcionamento deste aterro iam ser encerradas e requalificadas várias lixeiras, nos diversos concelhos da A.M.V.D.N.: Chã, Quintã, Vila Nova, Milhais, Fonte da Condinha, Vilarinho da Parada, Carrujos, Freitas, Viso, Portela e Carvalho. O novo aterro iria servir os concelhos da A.M.V.D.N. correspondendo a uma população de 113 mil habitantes que produziam cerca de 120 toneladas de lixo por dia (aproximadamente 850 gramas por habitante) que corresponderão a uma produção anual da ordem das 45000 tone/ano, valor estimado previsto para o início da exploração. E dizia-se ainda que o aterro teria a duração prevista de 15 anos, oito anos na 1ª fase e uma segunda fase de mais sete anos. A primeira fase do processo consistia na construção do aterro sanitário intermunicipal, seguindo- se a fase de encerramento das ditas lixeiras, prevendo-se que no então ano de 2001 estaria a funcionar uma estação de transferência, um sistema de recolha selectiva e uma estação de triagem que incluiria a distribuição pelos vários municípios de ecocentros e ecopontos. O sistema incluía ainda campanhas de informação e educação ambiental, com as quais se pretendia sensibilizar a população para a redução das quantidades de lixo produzidas diariamente, bem como para a sua selecção. 

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Foi tudo isto que nos foi explicado nesta então Escola Primária de Andrães, convencendo-nos a todos a "aceitar" este Aterro Sanitário Intermunicipal, dizendo-nos que era um "mal menor" e que nos iria beneficiar diretamente também com o encerramento da então Lixeira da Portela, a céu aberto, que seria definitivamente encerrada e requalificada! E... assim se passaram os anos!

O projeto inicial, como tantas outras coisas (políticas!), foi simplelsmente aldrabado, a Lixeira da Portela encerrou, mas foi mal "requalificada" (?) sendo hoje um "Parque de Multimateriais" (nome pomposo!), albergando por lá materiais perigosos, que continuam a ameaçar as populações e o ambiente:

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E quanto ao Aterro Sanitário?!

Aldrabaram-nos também!

Não era assim tudo tão "limpinho" como nos prometeram...

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Mas o pior de tudo, é que...

Afinal já não sai mais dali. (a tal promessa de duração durante 15 anos... foi "treta"!)

Afinal até deve ser aumentado ali (com a construção dum novo "alvéolo"!)

Mas o PIOR DE TUDO, é que, segundo agora nos dizem, já não é a Câmara Municipal, que manda, administra ou gere o aterro, nem mesmo a dita Associação de Municipios... é simplesmente uma "empresa privada"... (E, esta, hein?!!!)

LESADOS...

SIMPLESMENTE FOMOS LESADOS!!

SIMPLESMENTE SOMOS LESADOS ...

LESADOS PELOS POLÍTICOS...

LESADOS POR TODOS OS POLÍTICOS: os de ontem e os de hoje, que  foram e são e se portaram e portam como o outrora CAIFÁS, aquando da condenação de CRISTO a morte de cruz!... 

E,

quando se trai, como nos traíram,

não há perdão, nem hissope ou água benta, que afaste ou perdoe todas esta "aldrabice política e demoníaca", de que fomos vítimas...

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FOMOS E SOMOS...LESADOS POLÍTICOS!...

NÃO SE DEIXE SECAR!!

por EduardoRibeiroAlves, em 01.09.15

É isso... em mais um 1 de setembro: NÃO SE DEIXE SECAR!

Não tenho que regressar às aulas nem à escola. Saudades?! Oh... não! Sinto uma espécie duma acalmia estranha, por um lado, mas consciente e solidária, pelo outro. Confesso que me lembro de muitos colegas que, a esta hora, carregam às costas montanhas de stress, pelos mais variados pontos do país! Não resisto a desejar um BOM ANO ESCOLAR para todos, sobretudo para os alunos e professores. Mas não resisto também em fazer um pouco de cinismo, dizendo que os professores se dividem hoje em duas grandes sub-classes importantes: os COM-ALUNOS e os SEM-ALUNOS.Parece um paradoxo, mas é mesmo verdade. E o pior que existe na escola é sem dúvida os tais professores SEM-ALUNOS, pois afastam-se, estigmatizam, humilham, ignoram ou mesmo perseguem e espezinham os outros, os tais professores COM-ALUNOS! Há SEM-ALUNOS em muitos "tachinhos" por aí, há anos e anos, mas sobretudo nos Órgãos de Gestão. E são tantos destes, a nível nacional, que se julgam reis, senhores, burocratas e mandadores! Sinceramente, não sei para que servem!

Setembro, primeiro... a jeito de RE-ENTRÉ, queria aqui deixar um pensamento, ou mesmo alerta, cheio de vigor, que resumirei na frase: "SECAR-TUDO-À-SUA-VOLTA!" É isso, uma coisa que se sente cada vez mais nesta sociedade de (luta) de Classes Sociais (profissionais), é mesmo o SECAR-TUDO-À-SUA-VOLTA, pela parte de certas pessoas, versus lideranças, quer na escola, quer na política, quer na religião, quer nas associações e instituiições mais diversas. Lembram-nos os eucaliptos, que ao que consta, consomem toda a água em seu único proveito, secando todas as demais espécies vegetais na vizinhança!

 

"SECAR-TUDO-À-SUA-VOLTA": é isso! Eis o cancro de toda esta malfadada organização, dita democrática! Democrática, uma ova, a democracia foi-se, ou mesmo nunca terá existido.Nos tempos que correm, o LÍDER, que se queira afirmar, abraça logo a velha estratégia  do SECAR-TUDO-À-SUA-VOLTA, isto é, não admite qualquer opinião contrária à sua, sorri só e sempre para quem lhe acena que SIM a tudo e trata as pessoas quais súbditos (colegas, as próprias chefias intermédias, trabalhadores, empregados, operários, companheiros, camaradas, etc...) E entra-se assim num complicado sistema relacional que vai apodrecendo aos poucos, em que às pessoas só lhes resta obedecer, nada dizer, nada arriscar, nada propor, nada reivindicar, nada denunciar! Vive-se assim numa espécie de "cobardia coletiva", onde tudo roda à volta do LÍDER, até que um dia... ele seja deposto,  derrubado e afocinhe na Praça Pública, só então dando conta de toda a sua (real) insignificância!

Tempos dum primeiro de setembro politicamente também caraterístico de algumas lideranças, que, mesmo ao nível local,  tentam também "SECAR-TUDO-À-SUA-VOLTA" , alguns não se dando mesmo conta que o seu tempo de antena política já terminou e que, agora, a teimarem em liderar, não param de caminhar para o abismo e que, muito em breve, afocinharão na (tal) Praça Pública, só então se dando conta da sua (tal) insignificância!...

Mas, permitam-me aqui uma referência de índole pessoal, de que muito me orgulho. Ao longo dos anos, nunca fui capaz de ME DEIXAR SECAR! Palavra de honra que NUNCA ME conseguiram  SECAR!  Mas tentaram-no e convidaram-me muitas vezes a fazê-lo, isto é a SECAR-ME e a deixar-me conduzir e a aceitar cegamente o tal LIDER (político, escolar, religioso, ou-sei-lá!). E foi então que senti que, se o aceitasse, isto é, se me deixasse SECAR, a vida seria mais fácil, mais cómoda, mais atraente e apetitosa por ir saborear aquele tal "néctar" ligado ao exercício do Poder...que tanto atrai os ditadores! NÃO, mil vezes não! E vomitei com alguns convites para cargos relevantes, em troca de me SECAR, Mas que mais me motivaram a optar e a lutar ainda mais para dar a minha opinião, mostrar a minha divergência, expressar a minha revolta ou mesmo combater sozinho, em prol dos meus princípios e da preservação da minha própria identidade e liberdade! E sofri... e muito e muitas vezes! Mas rio-me hoje do ridículo de muitas situações e até de vários "Processos", que me instauraram e que hoje me dão gozo recordar,  desde o primeiro deles, por ter pintado com os meus alunos as paredes externas da escola, colocando lá escrito em "letras garrafais" a expressão "VIVAM AS CRIANÇAS DE TODO O MUNDO!" , até ao último, por causa dum post deste meu blogue, com o título "CRÓNICA DO REGRESSO À DAMA DE FERRO". Pelo meio ficaram muitos reparos, repreensões,  solicitações, aconselhamentos e queixas a diretores regionais, a políticos, a secretários de estado e mesmo a uma ministra! Não, nem mesmo assim, nunca ninguém me conseguiu SECAR! Sei que não passei de  um "SIMPLES", um "MERO", um "HUMILDE", um "TÃO-SOMENTE"... mas creditem que me sinto bem, satisfeito e sobretudo que nunca senti o choque do meu rosto (ventas é para os outros tais!) a roçar no chão da (tal) Praça Pública!

E, finalmente, e por tudo isso, deixo aqui esta a minha (simples) mensagem para todos os meus colegas, amigos e (até políticos- simples, como eu!):

NÃO SE DEIXE SECAR!!!

Sem caráter... o caso de X

por EduardoRibeiroAlves, em 29.07.15

Caráter é (talvez) um conjunto de características e traços relativos à maneira de agir e de reagir de um indivíduo. É uma espécie de feitio moral. Caráter é a firmeza e a coerência das nossas atitudes. Penso assim, que o conjunto das qualidades e defeitos de uma pessoa é que vão determinar a sua conduta e a sua moralidade, ou seja o seu caráter. Uma pessoa conhecida como "sem caráter" ou "mau caráter", geralmente é qualificada como desonesta, pois não apresenta firmeza de princípios ou de moral. Por outro lado, uma pessoa "de caráter" é alguém com formação moral sólida e incontestável.

Bem, confesso que, há já alguns anos, que me falavam que X não "tinha caráter", ou que tinha "mau caráter"! Na altura espantei-me... apesar  de saber que quem o dizia, tinha conhecido X muito profundamente, por ter estado profissionalmente muito ligado às atividades e até " mordomias" de que X  usufruía, conjuntamente com alguns outros-raros! Falaram-me e afirmaram-me que, por detrás de toda aquela sua (aparente) simpatia, sorriso e olhar, se escondia uma personalidade simplesmente "demoníaca", ou seja capaz das maiores manobras, desvios e traições...

 

Só há poucos dias me apercebi de quem é realmente X. Trata-se duma pessoa inteligente! Reconheço-o! Mas, e tal como me tinham dito, altamente "vingativo" e mesmo "rancoroso". X tem manias de Soberano, daí querer ser sempre bem servido, obedecido, louvado e admirado. Espezinha quantos se lhe atravessam no caminho e ... não admite falhas, isto é,  é incapaz de perdoar seja o que for e a quem for!  O nosso X é pragmático "in extremis" e para atingir os fins não liga a meios! Traça o caminho, define o seu "Núcleo Duro" e, a partir dali, jamais vacila, e sem moral, "nem caráter", prossegue o seu caminho com falinhas mansas, com sorrisos, com calculismos constantes e sobretudo sem ligar a valores, a princípios, ou mesmo às pessoas que lhe deram o ser e o poder.

É claro que anuncia à boca cheia que cumpre sempre o que promete! Mas não, segue o seu caminho, aproveitando-se das situações e sobretudo das oportunidades... porque X bem sabe que, isto de Poder, são meia dúzia de anos!... X tem ambição! E X sabe como chegar, gradualmente, ao topo! Desde bem novo que sempre lidou com milhares de euros e cautelosamentre sempre soube sair na hora certa, não deixando a trás de si grandes rastos ou suspeitas!... X bem sabe que para conseguir os seus objetivos, aspirações, ou ambições tem que "munir-se de influências". Daí que esteja constantemente a juntar e a somar "influências" , das mais diversas naturezas... X, bem vistas as coisas, não tem Partido, nem Política, nem Religião, nem Moral, nem Ética! Tudo lhe serve, tudo lhe convém, compra e vende "influências" constantemente e em qualquer feira ou mercado! E sobretudo sabe conservar e guardar essas "influências", para delas fazer uso ha hora certa! Daí X encostar-se a Grupos e a Pessoas, a quem favorece, cumprimenta e, gradualemnte, domina, ainda que sem dar nas vistas...

 

 

Enfim X é mesmo uma personalidade "demoníaca", daí que só pela inteligência dos Anjos, Arcanjos, Querubis e Serafins, seja possível combatê-lo, subjugá-lo e devolvê-lo "ad eternum" às profundezas do Inferno, em cujas chamas se diluirá no seu ranger de dentes...  É que o Inferno, mesmo neste Mundo, é sempre o lugar e o destino dos ímpios, versus "sem caráter", ou "mau caráter"!

 

NUDEZ (poesias ressuscitadas)

por EduardoRibeiroAlves, em 20.07.15

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Falsidade môngica,

de corpo cosido ao hábito hipócrito!

Não, não posso desistir de viver, de amar, de lutar,

só porque deixaste cair o hábito...

e à luz do Sol, em vez de santidade,

nudaste as ventas encornadas do diabo...

Apre, te arrenego!

Deus, amigos, mestres, discípulos, homens, pobres, puros, simples...

ajelho e oro convosco, neste combate duro, masturbador de vida!

 

ELEFANTE (poesias ressuscitadas)

por EduardoRibeiroAlves, em 20.07.15

ELEFANTE BRANCO…

 

 PASSEIA DE BRANCO, PELA VIDA ESCURA,

QUAL ASSASSINO INFIEL ERRANTE,
ASSUSTA, INIBE, STRESSA, FAZ DOR
COM AR DE SANTINHO, DE FÉ E AMOR:
PASSEIA DE BRANCO...O MALDITO ELEFANTE!

E DESTROI OS SONHOS, AS LUTAS, AS ESPERANÇAS,
CILINDRA AMIGOS E MATA INOCENTES,
COM CARINHA DE ANJO, FIEL E ELEGANTE:
PASSEIA DE BRANCO...O MALDITO ELEFANTE!

E MANEIA A TROMBA ZOMBEIRA E SOMBRIA,
OLHA DE LONGE, ASTUTO E DISTANTE,
PASSEIA DE NOITE, NÃO GOSTA DO DIA:
PASSEIA DE BRANCO...O MALDITO ELEFANTE!

E NINGUÉM ACORDA, NINGUÉM RACIOCINA,
NINGUÉM VÊ SEU DISCURSO IGNORANTE,
CEGOS, ADMIRAM A SAGA ASSASSINA,
SEM DAR CONTA DO FALSO E DA PESTINA,
QUE EMANA DAQUELA LATRINA,
ONDE, E ANTES QUE A LUA SE LEVANTE,
PASSEIA DE BRANCO…O MALDITO ELEFANTE!

Tempos de engolir (sapos).

por EduardoRibeiroAlves, em 17.07.15

Pois, os motores aquecem, uns já gripados, outros aos solavancos, outros luzidios só na aparência! O que esta "cambada" faz (e vai fazer descaradamente!), para conseguirem o poder!.. Cheira-me a sapos, palavra que sim! Com tanta génese histórica para trás... só faltava mesmo "esta imposição" de Cabeças de Listas pelos distritos! Ora bolas, que diabo de "Novo-PS-de-Primárias" é este?!..Da Madeira a Bragança chegam-nos algumas vozes descontentes ou mesmo escandalizadas! Sem querermos especificar, confessamos a nossa deceção. Alguns dos nomes impostos e tal com o dissemos neste blogue em dezembro enquadram-se agora ainda mais no tal « NOJO que me metem alguns políticos cá da URBI et ORBI: os da URBI parecem por aí uns galos-doidos, na ânsia de ir a tudo e a todos, empestando-se de fumo, de febras, de roncos e de sorrisinhos hipócritas para os seus seguidores e sobretudo para câmaras e objetivas das redes sociais (facebook). Mais pena porém ainda me metem alguns (velhos) políticos da ORBI... metem mesmo dó, palavra que sim, exibem e publicam currículos políticóides, na ânsia de mostrarem que ainda estão vivos e que ainda "se recomendam", mas no fundo denotando uma fobia desenfreada de não se darem conta que já são "transparentes" (isto é que já ninguém repara neles!)  Coitados, ganham euros aos milhares, mas não passam de velhas sucatas, ainda que  desesperem verem-se estacionados "ad eternum", quais carruagens ferrujentas em velha linha desertificada!

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Oh, meus caros, então se  já fostes de facto tudo...dirigentes, presidentes, secretários, discursistas, governadores, deputados, professores-partime eu sei lá que mais... mas agora não sois nada, ou seja sois simplesmente gente-comum como a maioria dos mortais... porque não o assumis?! A vossa ânsia de vos "mostrardes ainda vivos" perante os novos líderes do futuro, é hoje somente o vosso próprio inferno, onde pagais nas chamas o tanto vazio que fizestes! Sim haveis de dar-vos conta que nada fizestes de útil pela "res publica", passastes, isso sim,  toda a vida a fingir, a correr e a mentir! É eh!! » Foi precisamente assim, como nos exprimimos em dezembro de 2014 e, infelizmente,nada nos obriga ou motiva a não continuamos a pensar na mesma!

Está muito mau! O PS de Costa não soube congregar, cativar, unir e sobretudo inovar e (democraticamente) decidir!

Quanto a nós, contentes, ainda que reduzidos a simples grão de areia da praia ou a mera gota de água do imenso oceano, tentamos "englolir sapos e sapões" (e então aqui pelo distrito há cada um!!!) Mas está a ser difícil! Muito difícil! 

 

 

Recordar aqui e hoje...

por EduardoRibeiroAlves, em 19.06.15

Foi em 24 de outubro de 2010... no meu blog escrevi um post que dizia assim:

«Acabei de chegar há poucas horas do XIV Congresso Distrital do Partido Socialista de Vila Real, que decorreu durante todo o dia, no Pavilhão Municipal de Santa Marta de Penaguião. Foi de facto um sucesso: a família socialista reviu-se e sobretudo revigorou-se.

Esclareceram-se muitas questões, foi interessante ouvir as inúmeras intervenções, durante toda a manhã e toda a tarde...Realço sobretudo a Intervenção de Pedro Silva Pereira, que esclareceu o verdadeiro sentido desta "Crise" e as necessárias medidas tomadas e a tomar, de forma a melhor subrevivermos todos a esta crise mundial (a maior dos últimos 80 Anos!!).

Realço também as intervenções de Rui Santos, Presidente da Federação de Vila Real do PS, agora reeleito, primeiro subscritor duma Moção aprovada por unanimidade, cheia de vigor, de esperança para o distrito, de certeza no futuro e sobretudo de muita coragem e determinação.

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 Ouvi, entendi e admirei a intervenção final do Secretário Geral do Partido e actual Primeiro Ministro de Portugal, José Sócrates: não foi um Sócrates cansado, triste, desanimado, envelhecido, derrotado o que apareceu ali no Congresso, bem pelo contrário, foi um Sócrates fresco, confiante, combativo, decidido, esclarecedor, inteligente e convincente. Gostei imenso (talvez como nunca me tinha ainda acontecido anteriormente) de ouvi-lo e entender as questões económicas e políticas que abordou. Não usou de demagogia, explicou de facto o que se estava a passar e gostei que tivesse afirmado sem qualquer hesitação, que acima do próprio Partido (PS) estava o dever de lutar pelo bem e pelo futuro do país! Surpreendeu-me ainda mais quando referiu que era um previlégio governar um país em tempos de crise!  Entendi. Quero realçar ainda a sua enorme correcção, versus respeito, na maneira como se dirigiu à Oposição, não mencionou o nome de  qualquer Partido da Oposição e muito menos o nome de qualquer um dos seus líderes ou dirigentes políticos. E foi por tudo isto que o ouvi com muito agrado. »

Foi em 24 de outubro de 2010... Sócrates (ainda) não morreu e, contrariamente a El-rei D. Sebastião, vai mesmo voltar e não numa manhã de nevoeiro, mas num dia escaldante!

TEMPOS dum maio...estatístico!

por EduardoRibeiroAlves, em 04.05.15

E maio corre, ou mesmo voa! Um mês muito interessante, em todos os aspetos, na luta política, na vida agrícola e até na cultura e na religiosidade! Maio dá para todos e para tudo,  é um mês “sério”, de grande azáfama: no campo, na Escola, na Igreja, nas estradas…

Mas pessoalmente confesso que não gosto muito deste mês, apesar de toda a energia, que lhe reconheço e admiro. É que, sendo um mês riquíssimo em valores e simbolismo, acontece que, e tal como em tantos outros eventos comemorativos e evocativos, deturpa-se tudo, confunde-se e mistura-se tudo e acaba-se por perder todo o verdadeiro pulsar e o sentido genuíno das coisas e sobretudo das causas!...

Como disse, é um mês que dá para tudo, para lutar, trabalhar, rezar, caminhar e até para observar como se comportam tantas pessoas, entidades e instituições, que bem se aproveitam do maiozinho para encher os cofres e para singrarem no seu negócio aparentemente solidário, metafísico e altruísta, mas que não tem controlo do fisco, nem dos Ivas nem dos Irss… E estão neste caso tantas bandeiras, estandartes, flores, promessas, músicas, churrascos, refeições,  dormidas, águas, vinhos, lenços, sapatilhas, camisolas, mantas, viagens, contratos, esmolas, santinhos, terços e sobretudo cera, muita cera! Assim, se maio é um mês para tudo e para todos,  também o é para tantos sendeiros, hipócritas, alcoviteiros, políticos, trapaceiros e sobretudo vendedores-da-banha-da cobra e de traficantes-de-viagens-celestes!

Mas sem dúvida que maio é o mês em que estatisticamente mais se caminha, trabalha, promete, aldraba e reza!

Enfim, o mundo, o país e o maio…são mesmo assim!

ESTA GENTE...

por EduardoRibeiroAlves, em 02.05.15

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 Às vezes, nas minhas reflexões e recordações sobres estas ocasiões (vivam os ões!), dou comigo a falar com os meus cartões, com os meus crachás e até medalhas!

E fico pensativo, mas depois irritado com tanta hipocrisia, ignorância, demagogia e mesmo calculismo bacoco, palavra que sim!

E foi isso o que me aconteceu, mais uma vez, durante este 25 de Abril e este 1º de Maio. Confesso que estive atento, ainda que um pouco na "recoca"... mas ouvi tanta asneira, Deus meu, como é possível?!...

Em primeiro lugar aqueles milhares de cravos na lapela e nas mesas ditas "oficiais"... muitos dos figurantes, nem se davam conta do papel ridículo que faziam, via-se mesmo que não tinham uma ideia mínima do que foi Abril de 74,  mas também pouco lhes interessa saber, o que pretendem, isso sim, é ter continuidade no cargo político que ocupam e  isso é o mais importante! E depois,  tantos discursos demagógicos e hipócritas! Pessoas até do Exército, reformadas e com patentes superiores, que se afirmam agora e se reivindicam como "Militares de Abrl"! Ah...ah...ah... Se muita gente soubesse quem alguns deles foram, o que fizeram, como reagiram, o que disseram!  Mas depois, lá "viraram o bico ao prego" e hoje andam por aí a "inventar e a contar balelas",  servindo de entulho e de pasto a alguns outros, que nunca souberam o que foi Abril, nem a Guerra Colonial, nem o Fascismo, nem nada disso, simplesmente ... querem continuar a dar nas vistas  e sobretudo a "candidatarem-se" ao exercício político, em mais um cargo de destaque, que lhes garanta reformas e subvenções douradas mas vergonhosas! 

Quanto ao 1º de Maio.... idem aspas, misturou-se tudo: trabalhadores, desemprego, politica, partidos, centrais, marchas, discursos, greves... Dá para tudo a política de hoje e no regresso às casas, até se esgotam as lojas ambulantes e os supermercados  dos produtos chineses e indianos, bem como as cervejas e as sandes das estações de serviço!... E viva a Revolução, pois claro!

Palavra de honra que sentimos saudades... não só do Salgueiro Maia, mas do Ângelo, do Azevedo, do Salavessa,  dos Cadetes da EPAM e de tantos outros, até do Otelo, obviamente! E sentimos sobretudo uma necessidade secreta, que até tememos em confessar... que é dum (novo) Conselho da Revolução, que fosse capaz de colocar tanta aldrabice e tanta gente contra-revolucionária na ordem (alguns era mesmo na rua!)

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Enfim...foi uma semana altamente demagógica e até inútil, onde se misturou tudo num enorme caldeirão: esquerda, direita, revolução, libertação, censura, cadeia, justiça, greve, manifestação... País de loucos, de pobres, país de merda, diria mesmo!

A maior parte desta gente, é uma gente falsa e que não presta! Trata-se de pessoas que não estudaram, não sofreram, não fugiram, não choraram, não embarcaram, não atiraram, não defenderam, não (se) feriram, não morreram, não (se) mataram, não sobreviveram, não suaram, não desertaram, não cantaram, não escreveram, não regressaram, não assaltaram, não temeram, não (se) borraram nem  mijaram!... Esta gente, é uma gente-jota e janota, que acordou um dia de "papo ao ar e ao sol", que não conheceu nunca as armas, os arados nem as enxadas, mas que bem cedo conheceu e adorou a retórica, o calculismo, a mentira, a hipocrisia, o assédio, o compadrio, a corrupção, a falsidade, o roubo, a gravata, a meia de seda, o sapato envernizado,  o colarinho branco, o pimbismo, o calculismo, o (pseudo) sorriso, a palmadinha, a (cínica) piscadela e que concebeu e criou um dia...  o Aparelho!

Esta gente não presta, pois claro! Esta gente só fala...fala...fala... mas não mostra nada! Enfim!

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25 de Abril 74: o D- DEMOCRATIZAR.

por EduardoRibeiroAlves, em 22.04.15

 

 
 Vai fazer um ano que postámos uma  "CRÓNICA DE ABRIL", na qual nos referimos aos 3 DDD desta Revolução: D-Descolonizar, D-Democratizar e D-Desenvolver.
Recordamos e procedamos agora uma curta revisão, do que então escrevemos sobre o D-Democratizar, quanto a nós o D mais importante e que, terá sido, o que, no presente, mais nos estará a afastar dos verdadeiros ideais de Abril... 
 

D – DEMOCRATIZAR

 

Democratizar, obviamente que tinha que ser também e simultaneamente com a ação de Descolonizar, o outro objetivo primordial do 25 de Abril de 74. Aliás os 3DDD (descolonizar, democratizar e desenvolver) não deveriam ser operacionalizados em tempos diferentes, mas gradualmente e de forma isócrona. É de supor e mesmo hoje de admitir que , no entanto, no caso do Descolonizar, tivesse havido alguma precipitação, pressão e mesmo aceleração no fator tempo, cedendo à pressão dos próprios e ditos Movimentos de Libertação. Talvez a (jovem) diplomacia portuguesa de então não tenha tido a força e a astúcia suficientes para convencer o mundo e sobretudo os Movimentos de Libertação, sobre a conveniência de se realizar um Plano Plurianual para efetuar essa mesma Descolonização e que teria sido, no mínimo, 2 anos na Guiné, 5 em Moçambique e 10 em Angola. Pensamos que, se isso tivesse acontecido, tudo hoje seria bem diferente e bem melhor para todos. Obviamente que a execução desse Plano Plurianual teria que passar pela substituição imediata das nossas Forças Armadas naquelas províncias ultramarinas, que foram treinadas e colocadas no terreno para se defenderem e neutralizarem a chamada “guerra de guerrilha” e que agora teriam que ser substituídas por outras Forças Armadas muito mais modernas, diríamos mesmo revolucionárias, mas igualmente firmes numa nova missão específica, que era a da manutenção da paz e, simultaneamente, da intervenção e educação cívicas. Naturalmente que, no cumprimento desta missão, as nossas Forças Armadas teriam de ser apoiadas e interligadas no terreno aos próprios “Movimentos de Libertação”, com eles colaborando e interagindo. Isso passaria, em primeiro lugar, pela retirada de grande parte das nossas Forças Armadas, até para garantir a não ocorrência de ações de vingança e de revanchismo e, em segundo lugar, pelo reenvio de outras Forças Armadas, formadas e treinadas à luz das novas ideias de Abril e dos seus objetivos cívicos e democráticos. Mas, infelizmente, não foi o que aconteceu… os Movimentos de Libertação agudizaram cada vez mais as suas lutas, obrigando a uma descolonização em prazos curtos, apressados e precipitados, o que nem mesmo assim evitou escaramuças com a população civil, que teve de fugir e abandonar todos os seus haveres, alguns frutos de toda uma vida... Foi o caos, quer lá, quer cá na dita Metrópole. As populações civis locais sofreram fortemente toda esta precipitação e as Forças Armadas portuguesas nem de defendê-las foram capazes, porque a ordem era ”apressar, apressar” e mesmo…”desarmar, desarmar”. Testemunhámos isso em Moçambique, aonde a população civil (compatriotas nossos e não só) chamavam de “cobardes” às nossas Forças Armadas, ao vê-las a participar, pelas ruas fora, em patrulhamentos mistos conjuntamente com as forças do Movimento de Libertação (FRELIMO), mas... amedrontadas, porque enquanto os militares deles iam armados de Kalashnikov os nossos iam simplesmente desarmados, ou levando um simples bastão ou quando muito uma mera pistola Walter à cintura.

É claro que todo este movimento e processo de D- Descolonizador deveria ser acompanhado do de D-Democratizar, considerando-se este último como o produto final da confeção mais apurada e revolucionária do 25 de Abril, porque DEMOCRATIZAR só é possível, não só com a garantia e a presença da LIBERDADE , mas também com a mesma garantia e presença das suas duas "irmãs gémeas" a: a IGUALDADE e a FRATERNIDADE.

Infelizmente não se refletiu bem sobre esta essência, de que se revestia este termo DEMOCRATIZAR, que se teria abraçado na democracia e numa dinâmica de intervenção cívica, que respeitaria de forma escrupulosa todos os Direitos do Homem.

DEMOCRATIZAR é a palavra mais importante de todo 25 de Abril, porque pressupõe a abolição de qualquer forma de exploração, qualquer censura, qualquer prisão ou escravatura, qualquer perseguição ou delito de opinião. E, pela conjugação associada dos termos DESCOLONIZAR e DEMOCRATIZAR, poderíamos aqui passar horas com o nosso pensamento a  saciar-nos de prazer, por exemplo indagando-nos do que seria uma “descolonização bem democratizada?”, ou então “uma democratização bem descolonizada?”. Certamente que o meu caro leitor, bloguista, ou facebookiano, já tem dificuldades em acompanhar ou refrear o seu próprio pensamento, porque ele já galopa por aí a alta velocidade e fá-lo deixar concluir que, infelizmente, nada disto foi feito! E passados estes quarenta e um anos, no que respeita à capacidade, competência e responsabilidade de (bem) DESCOLONIZAR e DEMOCRATIZAR, podemos afirmar e concluir que, sob a capa da dita democracia, fomos todos uns “trapaceiros” e que nos andámos a enganar a nós mesmos, traindo mesmo o 25 de Abril de 74 e o seu corajoso “Movimento das Forças Armadas Milicianas”!

 Mas DEMOCRATIZAR, seria o quê, afinal?

O termo carrega consigo aos ombros, em primeiro lugar toda a força dum abraço e dum reconhecimento à chamada democracia, mas em segundo lugar carrega também consigo ao peito toda uma intervenção cívica, lutadora, combativa e convincente, capaz de fazer converter a essa mesma democracia todos os cidadãos. Ou seja, através do ato de DEMOCRATIZAR, consegue-se de forma consensual e inclusiva convencer todo um povo que a democracia é sem sombra de dúvidas o melhor sistema de organização política, social, cultural, humana e comunitária. Assim, através do processo do DEMOCRATIZAR, fica garantido “ad aeternum” que o fascismo jamais voltará, que a Liberdade jamais tornará a ser traída e que a própria “exploração do homem pelo homem” jamais tornará a ser consentida!

 Mas DEMOCRATIZAR, na prática, consiste em quê, afinal?

 Muito fácil e compreensível para toda a gente, até para os menos intruídos, que depois de a compreenderem e percecionarem sentem um prazer enorme quando experimentam as suas virtudes. Tudo começa pelo direito e pela liberdade de as pessoas se reunirem e se associarem (atos que eram proibidos antes de Abril de 74!). Esta vontade, necessidade, prazer, liberdade e oportunidade das pessoas se reunirem provoca nelas, de imediato, a estratégia de se associarem, com vista à consecução coletiva de objetivos, que de forma isolada não se conseguem atingir, ou se tornam muito mais difíceis. E é desta forma simples que nascem então as Associações. Estas podem e devem ser de diversa natureza, de diferente tamanho ou grandeza, conforme os objetivos ou os fins a que se destinam, ou mesmo a quantidade de associados que a formam. Poderão existir assim todas as espécies de Associações, desde as mais simples, às mais complexas. Algumas serão de natureza profissional, outras cultural, outras até política, etc. E vão, conforme a sua natureza e fim, adquirindo outros nomes ou designações, que às vezes nos podem até deixar confusos quanto à sua natureza associativa (por exemplo sindicatos, partidos políticos, clubes, uniões, etc.) Porém, todas estas Associações deveriam ter uma caraterística comum, que era a de  serem “democráticas”. Ora é precisamente na aceitação, defesa e difusão deste princípio que está a base e a essência de todo o ato de DEMOCRATIZAR. E o “serem democráticas” é no essencial possuírem uma lei geral (estatutos), aprovada por todos os seus membros associados, que defina claramente, como é exercido o poder dentro da Associação. Isso implica que também, logo à partida, se aceite e admita que o “Órgão” máximo desse poder, é  a “Assembleia Geral” de todos os Associados. Assim, já com Estatutos e Assembleia Geral, fácil se torna de seguida eleger uma Direção, apresentando-se assim à Eleição várias propostas, vários projetos, diferentes caminhos, que a Assembleia Geral analisará e optará pela Equipa (Direção) que julgue melhor. E finalmente concebe-se a ideia também da necessidade de se eleger um Conselho Fiscal, que investigará, acompanhará e fiscalizará todas as atividades e contas da eleita Direção, apresentando no final, à Assembleia Geral, um parecer de aprovação ou não, dos relatórios de contas e atividades apresentados pela Direção. Porém, a parte mais essencial ainda, é que este “sistema democrático” possui dentro de si um “mecanismo” ou “ antídoto”, que não deixa que se deteriore ou mesmo apodreça a vida associativa, que é a obrigatoriedade de se fazerem novas eleições (democráticas) em períodos devidamente definidos pelos estatutos, que se transformam deste modo na garantia e na consistência democrática interna e absoluta de todo este sistema.

Ora em termos práticos, não se torna difícil colocar toda esta dinâmica democrática em funcionamento, como se poderá constatar historicamente pela proliferação de Associações de toda a espécie, que surgiu em Portugal logo a partir ao 25 de Abril de 1974.  Na verdade, através do então FAOJ (Fundo de Apoio aos Organismos Juvenis), do INATEL (Instituto Nacional de Aproveitamento do Tempos Livres) e até da própria DGD (Direção Geral dos Desportos) conseguiu-se a constituição dum sem número de Associações por todo o país, muito nos congratulando hoje pelo facto de tudo isso ter sido possível e foi, sem dúvida, das coisas melhores que se fizeram após Abril de 74. Por todo o lado havia clubes, grupos culturais e desportivos, centros recreativos, associações de bandas filarmónicas, de ranchos folclóricos, de grupos de teatro, etc. etc. ... mas, infelizmente, ano após ano foram definhando, secando e morrendo, por falta de acarinhamento e valorização,  apesar de possuírem os seus Estatutos e sobretudo os seus Corpos Gerentes, que eram sufragados e refrescados por Eleições sempre que necessário.

No caso particular do Concelho de Vila Real, onde vivemos, acompanhámos e mesmo participámos nesta onda democrática associativa, recordamos ainda com admiração, o desenvolvimento desta “democratização associativa”. E recordamos talvez o seu ponto mais alto, em pleno ano de 1976, em que o concelho teve a sorte de ser “visitado e democratizado” pelo Grupo de Teatro “O Bando” (que ainda hoje existe e por este país fora continua a resistir e a desenvolver um trabalho louvável, quer artisticamente, quer de educação e intervenção cívicas). Foi com muito prazer e entusiasmo que também participámos nesta intervenção comunitária e cívica levada a cabo por “O Bando” aqui em Vila Real, que soube com todos nós (Associações) encontrar uma estratégia comum, que a todos unisse e nos motivasse democraticamente a avançar! Essa estratégia foi a dos “Jogos Populares Transmontanos”, que causou na cidade, em todo o concelho e mais tarde em todo o distrito uma dinâmica associativa, comunitária e sobretudo democrática, que parecia jamais parar… E fizeram-se assim centenas de Festivais de Teatro pelas aldeias, em palcos improvisados, ao ar livre, pelos quintais, pelos largos, praças públicas. E recolheram-se e repraticaram-se Jogos Populares por tudo quanto era lugarejo, aldeia, vila ou cidade e com uma alegria genuína e participação popular que ainda hoje espanta! E sem haver políticos a distribuir beijos e abraços na mira das próximas urnas!

E foi assim que, quando se constituiu o então Centro Cultural Regional de Vila Real (ainda hoje existente, mas com um cariz muito diferente!) dele faziam parte 173 sócios coletivos, ou seja Associações. E o Centro Cultural Regional de Vila Real pode-se assim dizer, que funcionou como uma espécie de “federação democrática e associativa” de todos estes seus sócios coletivos, versus Associações. Não falámos, de propósito em nomes... mas um deles merece aqui destaque, o Dr. António Cabral, já falecido, mas que soube em todos impulsionar um espírito franco, sem calculismos e que se satisfazia, realizava e se retroalimentava pela pureza e animação com que o povo participava!

Democratizar foi assim talvez o que de melhor se fez nos primeiros anos logo após Abril. Pena é que depois o “próprio sistema democrático” tivesse sido inquinado pelas ambições políticas institucionalizadas, que gradualmente esvaziaram a vida associativa e em seu lugar implementaram um conjunto de organizações interessadas em absorver os recursos financeiros disponíveis, transformando-se numa espécie de “experts” e “especialistas”, borrifando-se para as associações de base popular e amadora. Tudo isso começou pela extinção do próprio FAOJ, da elitização da DGD e do esvaziamento gradual do próprio INATEL. Em contrapartida entregou-se de forma institucional a liderança e a fomentação da cultura e do desporto às Câmaras Municipais e aos seus partidos políticos. E tudo passou a ser diferente, sobretudo nos critérios de distribuição de fundos, bem como na natureza das atividades a desenvolver. Obviamente que o ato puro e genuíno de DEMOCRATIZAR acabou aqui, ainda que muitos não o queiram admitir.

Ao longo dos anos, os Partidos e os Governos, jamais se interessaram verdadeiramente pelo seu dever de DEMOCRATIZAR. Eles próprios, os Partidos, deveriam ser hoje questionados sobre o funcionamento pleno do sistema democrático dentro de si mesmos. É que torna-se cada vez mais difícil eleger para nos representar quem nós verdadeiramente queremos ou gostamos. O sistema democrático (?) que os Partidos seguem, é “minado” ou “empecilhado” por obstáculos ou pequenas nuances, que não liberta totalmente o direito de todos se candidatarem e consequentemente a possibilidade de elegermos quem de facto quereríamos. Tudo isto são estratégias pouco ou nada democráticas e que somente servem para perpetuar na liderança e no poder os mesmos, ou os seus sucessores e compinchas.

Mas pior que tudo isso é ainda descobrir que afinal, também os Governos ditos de partidos políticos democráticos, nada fizeram para que, ao longo dos anos, este ato e este dever de DEMOCRATIZAR se cumprisse. Não houve qualquer fomentação associativa, não valorizando nem privilegiando as Organizações que praticassem no seu interior esta democraticidade associativa.

E constatamos assim, e infelizmente, que os Governos privilegiaram antes organizações não democráticas, onde o poder é exercido de forma “oligárquica”, e onde nem sequer existem Assembleias Gerais e nem mesmo Eleições. E estão neste caso muitas IPSS e  Organizações ligadas à Igreja, às Misericórdias, etc., donde nos apercebemos que foram lá gastos rios de dinheiro público, subsidiando projetos e atividades, por exemplo de Centros Paroquiais e Sociais, da Caritas, das Misericórdias, das Fábricas das Igrejas e de tantas outras organizações, que se afirmam mesmo, bastando para tal consultar os seus estatutos, como assumidamente não democráticas. Mas pior que isso é verificarmos ainda que muitos cuidados de saúde, assistência ou mesmo apoio, quer na Infância quer na Terceira Idade, estão entregues a estas Organizações, que auferiram do Estado, na sua implementação, verbas públicas avultadas, mas que agora cobram dos cidadãos remunerações desenvergonhadas, arrancadas às famílias por vezes de forma dolorosa. Ou seja, ainda que não tenhamos nós, nada contra estas Organizações, o nosso direito de exigir transparência na vida pública e política, leva-nos mesmo concluir que as parcerias dos governos (mesmo dos socialistas), ao longo dos anos, não foram com as ditas organizações democráticas, como deveria ser no espírito de Abril,  mas antes com este tipo de organizações, algumas das quais quiçá ligadas  à própria Opus Dei. E, o pior, é que não parou e continua-se no dia a dia a verificar esta "traição" a Abril, bastando para tanto consultarmos tantas verbas que emanam dos cofres centrais, ou mesmo autárquicos, do Estado, para essas organizações, que gigantescamente avançam e gerem o mundo e as próprias pessoas à sua maneira!

 

 Epílogo

Por aqui se deduz que falhámos por completo nestes 2DD do 25 de Abril de 74: DESCOLONIZAR fizemo-lo mas à pressa, sem salvaguardar nem as pessoas nem os seus bens! Já quanto ao DEMOCRATIZAR… talvez nos primeiros anos de Abril tivéssemos realizado coisas lindas e pertinentes nesta área, mas gradualmente deixámos que tudo ficasse nublado, escurecido, confundido e mesmo deteriorado!

Enfim... Porém o pior de tudo isto é não podermos voltar a trás. Vivemos num tempo em que repetir Abrl de 74 se torna impossível, em primeiro lugar porque já nem as tais "Forças Armadas Milicianas" possuímos (as de agora... só pensam corporativamente em si mesmas!) e em segundo lugar porque vivemos num país e numa comunidade europeia, onde se proclama hipocritamente e à boca cheia a democracia e a liberdade por tudo quanto é sítio! Uma ova!

A última nesga de esperança... reside talvez somente nos Tribunais e nos Juízes, que se souberem e forem capazes de exercer a sua missão, talvez consigam julgar e condenar muitos dos que, de cravo na lapela,vergonhosamente sanguessugam o povo, traindo a democracia, a liberdade e a alegria que Abril de 74 nos trouxe! Oxalá que sim, para que Abril se continue e se cumpra!         

 

Estar (ser) solto dos cabrestos.

por EduardoRibeiroAlves, em 08.04.15

 Ser escravo da razão, do arquétipo, do eticamente correcto e definido, é viver na rotina insípida e aborrecida. A energia da vida tempera-se no desafio e no rasgar das normas poeirentas, reinventando novas formas de sentir as relações, o amor e a própria utopia. Preconceitos (meros sepulcros caiados, lindos por fora, mas cheios de podridão no seu interior), são frutos duma Ética passada, criadora duma moral caracterizada pela certeza vaidosa da verdade; só que o evoluir dos tempos veio provar que não é na ordem, no organizado ou moralizado, no preconceito, na norma ou no tabu, que está a nossa evolução da vida. Esta só se engrandece, evolui e se saboreia em toda a sua deliciosa plenitude, quando se sabe ser sábia e cuidadosamente aleatório! Porém o combate mais difícil de vencermos é sempre o que é travado contra nós-próprios, sobretudo quando a Razão nos tenta alarmar pelo nosso sonho, o nosso desejo, ou a nossa própria tentação não estarem de acordo com a norma da evolução da nossa espécie!... Por isso mesmo é que quebrarmos e soltarmo-nos dos cabrestos que nos teimam impôr à força é sempre difícil, mas vale bem a pena, porque não ficamos emburrecidos!

VOTOS DE PÁSCOA...

por EduardoRibeiroAlves, em 03.04.15

 

 

Perseguido, negado, vendido, humilhado, despido, espancado,

condenado a morte-de-cruz e crucificado entre os ladrões!

Mas... ressuscitou!

Sim, eu creio, eu creio sim! ...

Páscoa duma vintena de séculos depois,

de novos cristos crucificados todos os dias,

por fariseus arrogantes e possantes de cátedras, morros e poleiros,

por outros pilatos lavando manápulas em públicos enraivecidos.

Páscoa dum reino sem reis,

sem bandeiras nem estandartes,

de vassalos crucificados ao desemprego,

à penúria, à revolta, ao desespero,

por banqueiros satisfeitos com governantes-de-olhos-em-bico,

rendidos aos números, à estatística, ao défice, à crise, à austeridade, às troikas,

em universos de podridão, arrogância, orgulho, exibição, trevas, falsidade...

onde se crucificam bons e maus ladrões tudo à mistura,

num calvário enorme de vidas de utopia!

Páscoa de cruzes,

de vias sacras,

de lágrimas,

sangue e suor,

de judas, de verónicas, de chicotes, de coroas de espinhos,

de mestres fustigando com as cordas os novos Vendilhões do Templo,

de cristos carregando madeiros pesados em vidas apontadas ao abismo...

Páscoa dum Mundo mau,

duma Europa má,

dum mau País,

onde nos crucificamos uns aos outros no pão-nosso-de-cada-dia,

onde ninguém nos guarda,

ninguém nos quer,

ninguém nos ama,

ninguém nos ajuda, nos conhece, nos mata a fome, ou nos sacia a sede...

Páscoa dum país sem rumo,

sem esperança,

sem cor,

sem vida ativa,

sem alegria,

sem riqueza,

sem entusiasmo,

sem energia,

com todos sacrificados, penhorados, despojados, crucificados...

Páscoa... em Pátria, de filhos e netos matando a sede na esponja com vinagre,

sem fio de esperança,

sem alma,

sem rumo,

sem luz,

sem razão,

balsamando-se na miragem da terra-prometida, com folares recheados a sonhos de ressurreição...

Páscoa...

sim é uma Páscoa bem diferente desta,

que anseio e que a todos vós desejo:

Páscoa de libertação e vitória sobre a morte,

sobre o pessimismo e o rancor,

Páscoa dum abraço fraterno a Cristo,

Companheiro,

Discípulo,

Camarada,

Herói,

Mestre e Libertador!

 

EPITÁFIO DE AMOR...

por EduardoRibeiroAlves, em 02.04.15

 

 

 

 

O mar, o vento, a tempestade  não amainam,

as ondas fustigam,

o vento invade,

o Céu esfarrapa-se na noite a cada relâmpago,

a fúria da madrasta Natureza,

amedronta os ódios maledicentes dos homens,

as luxúrias desenfreadas dos deuses,

a pequenez dos arrogantes, dos ímpios, dos maus!

Rebuscamos abraçados,

na imensidão deste convés,

onde os nossos corpos rolam amedrontados,

um cantinho aonde resistir,

no meio de bóias, redes, cordas, harpões e sal...

E rezamos,

de bruços,

abraçados,

olhos de azeitona esmagada,

lábios hidróbios ainda de cereja,

lágrimas salgadas em cabelos agrestes beijados...

Cá estamos,

ainda cá estamos,

até quando... não sei,

também não importa!

Só nos consola por dentro,

esta calma vazia,

de já nada haver para fazer,

a não ser esperar...

esperar pelo aleatório,

esperar pelo destino,

esperar pelo Bem, pelo Sol, por Deus, pelo Além...

e resistir,

continuar a resistir nesta certeza doce e amargurada,

tu de nunca te teres acobardado, vendido, trocado, prostituído...

e eu,

e eu de nada mais ter sabido fazer,

a não ser loucamente te amar! 

 

REQUIEM por Jorge Barbosa: Educação Especial de Luto!!

por EduardoRibeiroAlves, em 15.03.15

Tomei conhecimento pelo FaceBook do seu...falecimento! Fiquei altamente emocionado. Conheci Jorge Barbosa, enquanto Coordenador geral das então ECAE´s da DREN, uma pessoa que muito admirei e que muito me ensinou, sobretudo pela sua frontalidade e convicção!

Deixo aqui uma das suas publicações, das muitas que escreveu e publicou nos seus Blogues...

Descansa em paz, JB!  

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 O JB... era assim!! Um Mestre, Professor, Amigo! 

 

Natal (ainda)!

por EduardoRibeiroAlves, em 27.12.14

O Natal foi ontem...mais um! Poucas novidades, mas apraz-me registar que familiarmente foi MUTO BOM!

Já comercialmente falando, versus consumismo,  começo a preocupar-me... creio que atravessamos todos uma tremenda epidemia de POLUIÇÃO DE PRENDAS e MAIS PRENDAS, algumas que nem sequer precisámos, ou que nem sequer abrimos... ou seja muitos de nós vamos ter que arranjar um dia destes uma armazém lá em casa só para arrumar por lá tanta prendalhada versus tralha... é eh!!

Uma palavrinha (também) POLÍTICA: em primeiro lugar registo aqui a continuação do meu alívio grande em continuar em modo "militante de base"! É mesmo bom, deixa-me uma liberdade de pensamento e de opinião descomprometidas, que me permitem livremente falar  tanto de Gaia como de Évora, tanto da Madeira como de Lisboa!

Ainda a propósito, quero expressar aqui o NOJO que me metem alguns políticos cá da URBI et ORBI: os da URBI parecem por aí uns galos-doidos, na ânsia de ir a tudo e a todos, empestando-se de fumo, de febras, de roncos e de sorrisinhos hipócritas para os seus seguidores e sobretudo para câmaras e objetivas das redes sociais (facebook). Mais pena porém ainda me metem alguns (velhos) políticos da ORBI... metem mesmo dó, palavra que sim, exibem e publicam currículos políticóides, na ânsia de mostrarem que ainda estão vivos e que ainda "se recomendam", mas no fundo denotando uma fobia desenfreada de não se darem conta que já são "transparentes" (isto é que já ninguém repara neles!)  Coitados, ganham euros aos milhares, mas não passam de velhas sucatas, ainda que  desesperem verem-se estacionados "ad eternum", quais carruagens ferrujentas em velha linha desertificada!

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Oh, meus caros, então se  já fostes de facto tudo...dirigentes, presidentes, secretários, discursistas, governadores, deputados, professores-partime eu sei lá que mais... mas agora não sois nada, ou seja sois simplesmente gente-comum como a maioria dos mortais... porque não o assumis?! A vossa ânsia de vos "mostrardes ainda vivos" perante os novos líderes do futuro, é hoje somente o vosso próprio inferno, onde pagais nas chamas o tanto vazio que fizestes! Sim haveis de dar-vos conta que nada fizestes de útil pela "res publica", passastes, isso sim,  toda a vida a fingir, a correr e a mentir! É eh!!

Enfim... aproxima-se o ano de 2015, cheirando de forma nauseabunda a novas Eleições! Mais outra parvoíce! Apetece perguntar se ainda valerá a pena ir votar, já que a democracia que por aí se apregoa, só cheira a ali-bá-bás e a quarentenas de ladrões!

Mas pois sim e já que não odeio nem desejo mal a ninguém,  formulo aqui os meus votos de  BOAS FESTAS para todos, mas sobretudo para aqueles que mais as merecem, ou seja para os que usufruem da acalmia e da simplicidade, por saberem viver ou ter vivido sempre uma vida honesta e, hoje, não sofrerem de remorsos!  E ainda há alguma gente por aí assim!

Militante de base...

por EduardoRibeiroAlves, em 27.10.14

Sabe bem ser-se um mero militante de base...  é claro que sim! Sente-se e recupera-se a liberdade de pensar, de falar, até de silenciar e de opinar sem estar a medir o que convém ou não convém! Mesmo assim, ainda reacendem teimosamente na memória algumas situações, palavras, atitudes, intervenções, que se vão perdendo no tempo qual miragem fantasmagórica... o que a gente atura, Deus meu!

Enfim, pasme-se de admiração de como se foi capaz de, durante décadas, não se ter apercebido a tempo que se havia hipotecado o que há de mais miolo em todo o nosso ser : o ato de pensar! Na verdade um partido é como um filtro, uma rede, um funil ou mesmo um par de lentes adulteradas, por onde só se consegue ver, pensar e agir de acordo com a cor, a conveniência ou mesmo o argumentário dessa partidarização!

Curioso não deu para fazer um único amigo nesta vida (?) política! É verdade!

Ah, quão ingénuo se é afinal... como se na política fosse possível criar amizades!

Enfim, Ponto Final!

Urge prosseguir na vida e recuperar tanto deste tempo inutilmente perdido!

Novamente formatado...

por EduardoRibeiroAlves, em 27.10.14

Pois... e mais uma vez formatámos e apagámos tudo. Faz falta, não só para esquecer algumas coisas más, mas também para prosseguir o caminho. E destas vez o caminho será diferente, certos de que, ao longo da vida, temos perdido muito tempo com coisas, situações e mesmo pessoas que não merecem que desperdicemos com elas o nosso tempo.

Iremos continuar, se Deus quiser!