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TRIBUNA de EduardoRibeiroAlves

«Daqui manifesto e apregoo a minha opinião, porque... sou LIVRE!»

TRIBUNA de EduardoRibeiroAlves

«Daqui manifesto e apregoo a minha opinião, porque... sou LIVRE!»

S.TIAGO de ANDRÃES (I)

I

Já lá vão muitos e muitos anos... o Zé Cuco (alcunha por que era conhecido), saía todo chateado da Missa do Domingo da Festa de S. Tiago, Padroeiro da Paróquia de Andrães:

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 - S. Tiago de Combostela?!...  Combostela uma grande merda! S. Tiago de Andrães! O S.Tiago é nosso!

Na verdade, o Orador Sagrado (sacerdote) havia proferido uma brilhante homilia sobre  S.Tiago e referiu-se a universalidade e à grandeza do santo, daí ter-se também referido a Santiago de Compostela... mas esqueceu-se da simplicidade de muitas das pessoas residentes  de Andrães.

Cumpre-me talvez o dever de  alinhavar aqui algumas palavras ou mesmo ideias,  sobre as Festas de S.Tiago em Andrães, não sobre as recentes, de 2017, ocorridas há pouco mais duma semana, mas sobre todas as festas em geral,  debruçando-me sobre a tradição, a criatividade e a animação sociocultural, religiosa e comunitária. Espero que as ideias aqui expostas sirvam de contributo, ainda que limitado, para todos aqueles que no dia a dia, ou ano após ano, se preocupam pela realização de mais uma Festa de S. Tiago, enquadrando nela toda a tradição e cultura sagrada e profana do passado, com toda a modernidade e inovação do presente.

Esta festa, durante muitos anos considerada como "Uma das Festas mais típicas do Concelho de Vila Real", realiza-se anualmente no penúltimo domingo de Julho. Essencialmente consiste em três dias de Festa: sábado, domingo e segunda-feira. Ao longo dos anos, foi-se inserindo mais um dia, na sexta-feira e, este ano, até se incluiu uma "procissão de velas" já na quinta feira.Tudo bem. Mas tradicionalmente eram só três dias e com o seguinte Programa:

- Sábado - Manhã, Feira de gado. Missa e distribuição de prémios, à melhor "Junta de Bois", à melhor "Junta de Vacas" e à melhor "Vaca Isolada", no Largo da Igreja.

 Tarde - Futebol Interfreguesias.

- Domingo - Manhã, Arruada de Bombos de Gigantones e duma Banda de Música. Missa. Tarde - Concerto no Largo da Igreja pela Banda de Música.  Procissão. Noite: Arraial com a Banda de Música no Largo da Igreja. 

- Segunda-feira - Manhã, Música Variada da Aparelhagem Sonora. Missa. Tarde, Jogos Populares Transmontanos. 

A Comissão de Festas é nomeada no domingo da Festa e tem duração de um ano, não devendo ser "reconduzida", mas devendo nomear uma nova Comissão. A Comissão deve ser diversificada, devendo ter homens casados e jovens solteiros (rapazes e raparigas). Não é de tradição as mulheres casadas pertencerem à Comissão. A Comissão deverá ter também representantes "internacionais", outrora no Brasil, mas nos tempos de hoje, dadas as mudanças emigratórias, na  Suíça. A missão dos representantes "internacionais" é sobretudo a de conseguirem fundos (esmolas) para que a Festa possa ser  mais brilhante, fazendo um "peditório"  pelos "emigrantes". 

Existe uma Lista (ou Rol), aonde são escritas as "ofertas pecuniárias" dadas por cada pessoa (normalmente por cada chefe de família). O Rol é passado tradicionalmente à Comissão seguinte, para que sirva de guia ou mesmo de registo para a nova Festa e ao mesmo tempo para  não deixar que a "oferta" desça, mas que pelo menos se mantenha. Daí que, se torne frequente, muitas pessoas fazerem ofertas mais avultadas, mas pedirem para que no Rol o seu nome figure com uma "oferta" mais baixa, para que não sejam obrigadas, no ano seguinte, a manterem a mesma importância pecuniária. A Festa termina tradicionalmente com todas as despesas pagas, sendo tradicional "dar alguma coisa" para a Igreja e "passar alguma coisa" para a Comissão seguinte. Existe uma "confiança tácita" nos mordomos da Comissão. E ainda bem.  

O plano e o orçamento para a festa nem sempre é fácil...havendo no entanto "despesas obrigatórias", onde se incluem as missas, o armador da procissão e dos andores, a banda filarmónica, o fogo de artificio e a iluminação.  Modernamente, aposta-se também nos conjuntos musicais e até...num "artista" para " animar ainda mais" Outrora...isto é há muitos anos a trás, não era bem assim. O "piqué" (Aparelhagem Sonora do Crespo ou a Rádio Ideal Senhora de Justes, do Anacleto Taveira), chegava bem e animava grandemente os três dias de festa, contentando todos. O orçamento de então não era tão certo e tão fácil de calcular e tudo dependia do dinheiro apurado  e sobretudo do que chegava dos "emigrantes". A solução era  "cortar" sobretudo no "fogo de artifício", que era "mandado vir"  do tradicional Ramalheda, conforme o dinheiro existente...  Recordo ainda hoje com alguma graça, uma Comissão, constituída por pessoas simples mas honestas,  que metia todas as "ofertas" recebidas em sacas de pano do pão. E que usava como "cofre" uma enorme caixa de milhão (milho)... A Festa desse ano decorria normalmente e até bem, mas, no fim da procissão, o fogueteiro Ramalheda queria saber quantas dúzias de fogo  eram precisas para o arraial e se queriam muitas ou poucas "lágrimas", ou muitos ou poucos "morteiros". Os mordomos encolhiam os ombros, porque as sacas do dinheiro estavam quase vazias e ainda faltava pagar à "Guarda Republicana"... E lá acordaram com o Ramalheda fazer um arraial mais reduzido. Paciência! A Banda Filarmónica  (de Nogueira) tocava no Largo da Igreja e o povo rodopiava de alegria. E foi então quando um mordomo entrou pelo baile dentro, com uma saca de notas e gritou para os outros:

- Eh.... pessoal, afinal na caixa do milhão ainda havia mais esta saca de notas.  Vamos telefonar para o Ramalheda para trazer mais umas dúzias de fogo.

 

II

O Sábado e a Sexta-feira...

(a continuar em breve...)

 

 

 

 

 

ANDRÃES: fomos maltratados (mais uma vez!)

Eles orgulham-se de ter concebido o "RÉGIA DOURO- PARK", nome pomposo e teimam (ainda) em chamar-lhe também de "Parque de Ciência e de Tecnologia"...

 E, apregoam aos céus e aos ventos, que vai ser aí o ninho da Saber, ligado à vitivinicultura, à agroalimentação e à valorização ambiental! E tudo isto devidamente ligado, qual simbiose, à UTAD...

Pois que seja... mas seja legítimo termos algum benefício da dúvida!

Mas importa recordar e recuar uma década a trás e recordarmos o que era toda aquela imensidão de mancha verde, a maioria dela habitada por pinhal, aonde até se faziam as "feiras de gado", por altura das Festas de S. Tiago. Muita gente ainda se recordará disso. Recuando ainda mais no tempo, vem-nos à memória uma grande riqueza de pequenos arbustos e ervas rasteiras, por onde apascentávamos os bovinos cá da aldeia e onde jogámos tardes de "pinha", de "eixo" e de "Roça".  Era lindo! Alguns caminhos públicos atravessavam toda aquela mancha natural, sim porque era por ali que, durante anos e anos, se caminhava a pé até à cidade, ou por onde se tangiam os burros carregados de cavacos (lenha) para vender na Cardoa, ou se carregavam à cabeça sacos de milho, feijão ou mesmo flores, para se venderem na Bila. Por esses caminhos públicos de então, caminhavam ainda noite e dia homens e bestas carregadas de milho em grão ou em farinha, na faina árdua diária e noturna dos moinhos do nosso Tanha (e eram tantos! E por ali passava também, qual itinerário principal, aquele largo e lamacento caminho que nos conduzia à Portela (Ventaneira) e  ao Frangal, onde os terrenos eram férteis e trabalhados pela nossa gente, nos enchiam a casa de pão, de batatas, de maçã e tanta riqueza mais! 

Tal como nos aconteceu mesmo ao lado, naquela maldita "Lixeira Municipal", aqui o primeiro ataque surgiu logo com o traçado da A24, que ainda hoje não sabemos porquê, nos isolou  do Frangal e não nos garatiu o acesso histórico e secular ao lado de lá (bastaria mais uma simples passagem inferior... e tinha sido tão fácil!!) Assim a tal via principal de acesso ao Frangal, que tanta riqueza nos dava, foi simplesmente suprimida! Falou-se e "roncou-se" dias e dias e noites e noites, mas eles (os de ontem e os de hoje, tanto faz!)  sabem muito bem a quem as fazem!  E tudo ficou, como se diz por cá, em "águas de bacalhau"!

Mas voltemos ao Parque de Ciência e Tecnologia... (não confundam com essa coisa  do tal Régia Douro-Park).  

E para continuarmos a entender toda estra tramoia, vale a pena ler algumas páginas  dum ata camarária de 2007 (e sobretudo o nosso sublinhado a amarelo)

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 Verificamos assim que:

a) Fomos expropriados por motivos de "Utilidade Pública".

b) Fomos mal pagos...(só nos deram bagatelas!)

c) Ds terrenos (parcelas) nem todos foram utilizados para o fim a que se destinavam. (utilidade pública!)

Mas... PIOR ainda:

1- Fomos roubados num Parque  e num caminho Público, que havia junto à Estrada Municipal 313 (ao ir para a Portela)...quem não se recorda daquele enorme largo e daquele frondoso Pinheiro Manso?! Agora, em seu lugar implantaram uma estrada interior, só para eles, que limitaram de nós com uma rede, implantada no tal parque e caminho público. Primeiro estacionava-se ali à vontade! (até os autocarros do Tâmega!), agora nem dá para estacionar uma bicicleta a pedal! Sem-vergonhas!

2- À frente do Centro Escolar deixam um terreno, que não tratam e que poderia servir para  parqueamento, ou mesmo de lazer. Entretanto não tiveram o cuidado de reservar para os pais das crianças um Parque de Estacionamento ao longo da estrada,  limitaram-se a um miserável passeio, incómodo e estreito. E, em dias de Festas Escolares ou mesmo de Reuniões com os pais, toda a estrada fica perigosamente ocupada de automóveis, ameaçando a segurança de todos e muito em especial das próprias crianças!

3- Também o resto do terreno, ainda não ocupado (ao ir para o Cruzeiro de Andrães) está limitado com uma rede mesmo até para cá do antigo limite dos próprios terrenos, nem se lembram que aquela estrada tinha ali uma larga valeta, até essa foi usurpada! O tal parque de estacionamento (para a Escola e para a Comunidade, porque não?!), poderia ao menos ser feito ali e ao longo da rede, que recuaria assim dois ou três metros, e porque não?!  Mas nem pensar... agora é só vender e  há que aproveitar  os metros todos!

4- Há já terrenos que foram cedidos (vendidos!) a  particulares, o que levanta algumas dúvidas jurídicas! (não esquecer que as parcelas foram expropriadas por motivo de "utilidade pública"!)

5- O acesso principal ao tal "Régia Douro-Park" é feito mesmo em cima dum nó  e duma rotunda de saída da A24... É um acesso muito perigoso e muito mal sinalizado, não se compreendendo como foi autorizado por quem de direito (ou será que é clandestino?!)

Que fazer?!

Sinceramente, não sabemos! Haveria tanta coisa a fazer e a dizer! Se calhar até era uma boa ideia os antigos donos exigirem novamente a posse dos seus terrenos, sobretudo dos que ainda não foram ocupados e que vão ser, segundo consta, cedidos a entidades privadas!!!

Concluindo:

Fomos, mais uma vez, maltratados!

E fomos mesmo, ontem e hoje: para o demo que os carregue!

 

NTICs e NEEs...recordando!!!

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Ao ver nas redes sociais (FaceBook), um protocolo qualquer assinado entre a UTAD e algumas Escolas de Vila Real, vem-me à ideia um post deste meu blog, que aqui publiquei. Dizia assim:

 

« Segunda-feira, 4 de Fevereiro de 2008 Centro de Recursos

TIC para a Educação Especial em Vila Real: oportunidade rejeitada.

 

Uma das bandeiras deste Governo é sem dúvida o PAIPDI 2006-2009 (I Plano de Acção para a Integração das Pessoas com Deficiências ou Incapacidade), aprovado pela Resolução do Conselho de Ministros nº 120/2006.

Este audacioso Plano, no seu “ Eixo nº 2 «Educação, qualificação e promoção da inclusão laboral», prevê como “medida de reparação” a «implementação de 25 centros de recursos para as necessidades especiais de educação em agrupamentos de referência.» É neste contexto, que decorreram já diversas acções de formação para docentes de Agrupamentos de Escolas de vários pontos do país, onde irão ficar sedeados esses Centros de Recursos TIC para a Educação Especial, ao abrigo de protocolo entre o Ministério da Educação e a Fundação PT, sendo as citas acções orientadas pela Anditec e Tiflotenia, empresas especializadas em tecnologias de reabilitação.

E são diversas as aplicações informáticas que fazem parte das acções de formação frequentadas por esses docentes de Educação Especial, donde se realçam o progama Boardmaker e Speaking Dinamically Pro (para comunicação aumentativa, possuidor de bibliotecas com inúmeros símbolos pictográficos, a que poderão ser associados sintetizadores de voz), o Grid (sistema de teclados de ecrã), IntelliTalk (processador de texto interactivo), IntelliMathics (para conceitos matemáticos), IntelliPics Studio (para desenhar, pintar, fazer animações e até incorporar vídeo e áudio) e Jaws (tecnologia de voz sintetizada em ambiente Windows).

Vila Real foi um dos locais seleccionados para a implementação dum desses centros de recursos, tendo sido considerado como mais adequado para a sua instalação, por razões de acessibilidade aos alunos com deficiência motora, o Agrupamento Vertical Monsenhor Jerónimo do Amaral. Para a consecução deste objectivo, no passado ano lectivo, chegou este Agrupamento de Escolas a ser intervencionado directamente por uma técnica dos Serviços Centrais do Ministério da Educação (DGCID), tendo a então Direcção Executiva efectuado todas as diligências exigidas e prestado todo o apoio necessário ao nível da disponibilização de espaços e materiais.

Só que – lamentavelmente - o CERTIC da UTAD, sentindo-se ameaçado no seu protagonismo das TIC ligadas aos alunos com necessidades educativas especiais (NEE), imediatamente se insurgiu contra a instalação dum desses Centros de Recursos TIC em Vila Real, invocando estar-se perante uma duplicação de recursos. De forma ainda mais leviana, se portaram alguns responsáveis políticos locais, que se envolveram activamente também neste movimento contestatário tão lesivo para Vila Real, uma vez que, como é do conhecimento geral de todos os que trabalhamos duramente como professores e técnicos de Educação Especial, o CERTIC da UTAD, ao longo de todos estes anos, nunca conseguiu prestar o apoio e o atendimento mínimos aos alunos com NEE, às suas famílias e muito menos aos docentes de Educação Especial. Veja-se, por exemplo, a quantidade de materiais e aplicações informáticas existentes nas Escolas para os alunos com NEE, que ninguém utiliza porque ninguém sabe e ninguém sabe porque ninguém informa ou ajuda; ou então a instalação e utilização duma simples videoconferência para alunos impedidos de ir às aulas (com câncer por exemplo), em que é necessária a deslocação a Vila Real de técnicos vindos do Porto. Haverá certamente muitas causas ligadas a esse apoio deficitário prestado pelo CERTIC, mas a principal delas é sem dúvida a sua arrogância corporativista e académica de nunca ter querido estar sedeado num Agrupamento de Escolas como Unidade de apoio na área das novas tecnologias, aliás à semelhança de outros CERTIC (CANTIC) espalhados pelo país.

Foi por conhecermos bem toda esta problemática e contexto, que nos congratulámos com o PAIPDI 2006/2009 e com a oportunidade de implementação, também na nossa cidade, de um desses 25 centros de recursos para as necessidades especiais de educação, num agrupamento de referência, fosse ele qual fosse. Infelizmente para todos nós e em especial para os alunos com NEE, Vila Real não terá nenhum desses 25 Centros, com ele se perdendo também a oportunidade de formação de docentes de educação especial, para exercerem funções num desses Centros de Recursos TIC, de que Vila Real poderia também usufruir, mas que … estultamente rejeitou.

Em seu lugar, essa coisa do CERTIC, fortificado na UTAD e encapsulado na sua arrogância académica, continuará a merecer as vénias de alguns dirigentes políticos locais, a quem directamente responsabilizamos por mais esta oportunidade perdida e altamente danosa para os alunos com NEE.

Sinto-me: revoltado! publicado por eduardus às 03:10» 

Bem não vale a pena chorar sobre o leite derramado... o tal Centro de Recursos para  as NEEs, que estava destinado para Vila Real, foi simplesmente "desviado" para Chaves. Vila Real, ao nível de Centros de Recursos ficou dependente (e que eu saiba ainda continua) do Centro de Recursos de Mirandela. Resta dizer que os responsáveis de então para que um desses Centros de Recursos não ficasse em Vila Real, na Escola Mons. Jerónimo do Amaral, foram a UTAD (CRETIC), o então CAE (Centro de Área Educativa) e o próprio Governador Civil do distrito. Enfim... 

 

 

RECORDANDO...Catarina!!

Às vezes releio o que em tempos idos escrevi, publiquei ou postei... Hoje reli e recordei Catarina...já foi há uns anitos!

« domingo, 6 de Setembro de 2009

CATARINA, ontem e hoje.

 sem nome.png

Catarina (nome fictício) é o nome que serve para identificar aqui uma das professoras mais lutadoras. Catarina, tal como a outra, a Catarina Eufémia... mulher de baixa estatura física mas de imensurável coragem!
Assim, durante toda a sua vida docente, muito a admirei pela sua frontalidade e mesmo ousadia com que defendia as suas posições. E, nas reuniões de então, parecia um megafone, apelando aos sete ventos contra o fascismo, o capitalismo e a ditadura. E fazia-o duma maneira tão convicta e corajosa que me impressionava. Ao longo dos anos mostrou sempre de forma intransigente a sua luta, em nome da justiça, da democracia, da afirmação pelas suas ideias, pelo seu ideal mesmo político.
Os anos passaram, para ela e para mim. E hoje, de vez em quando, cruzamo-nos na rua, no café, na escola...
Mas Catarina mudou.
E mudou muito, e hoje ou não me entende, ou ficou dura de coração e já não sente o pulsar do combate. Confesso que tentei ,por várias vezes, ao longo dos dois últimos anos, dar-lhe alguns fortes abanões. Mas não resultou! Catarina está mole, empedernida. Catarina perdeu aquele brilho nos olhos, aquela coragem, aquele ânimo. Não lhe quero mal, bem pelo contrário!
E admito que Catarina se tenha finalmente cansado que tenha desfalecido pela dureza da luta e do combate, que tenha mesmo desertado pela traição das armas dos camaradas e que se tenha dado conta que... juntando-se ao rebanho, não dando nas vistas, não fazendo ondas, não levantado poeira, que possa levar uma vida mais calma, sem tantas angústias familiares e profissionais. Admito que isto tenha acontecido a Catarina, tal como tem vindo a acontecer a muitos outros  combatentes, que, perante a agudeza da luta, entram em pânico, desfalecem, desmaiam, enlouquecem, fogem e acabam por mesmo por ser mortos ou desaparecidos em combate. Opções difíceis, mas quiçá mais pragmáticas do que teimar o combate e acabar medalhado na sua coragem e valentia mas... a título póstumo!
Há cerca de dois dias vi Catarina na Escola: triste, apagada, uma sombra de outrora! Mesmo assim olhou-me longamente nos meus olhos e conseguiu num relance ler neles tudo o que eu tinha para lhe dizer e contar... sem eu nada dizer, gritar, saltar ou gesticular ela leu tudo nos meus olhos, depois, virou-se para mim e com desespero, mágoa ou exaustiva dor segredou-me ao ouvido:
- Daqui para a frente, tenho é que pensar nos meus dois filhos. Só quero preocupar-me com os meus dois filhos e nada mais!
Desviei o olhar e afastei-me.
Afastei-me e fugi com os meus olhos toldados por duas teimosas lágrimas de raiva e de tristeza! Depois dei comigo a perguntar-me porque estava a acontecer tudo isto a Catarina?! Porque é que Catarina resistente ao fascismo, ao salazarismo, à noite escura e pidesca, às leis injustas, aos ataques à classe, à injustiça, a tudo e todos e... se encontra agora tão exausta?! Agora se rendeu! Agora se aborregou?!...
Ah, Catarina de ontem e Catarina de hoje!...
Finalmente descobri.
E ao descobri-lo fiquei, também eu, petrificado e assustado.
E sinto-me agora com medo, muito medo, Deus meu!
É que... os tempos de hoje são piores do que aquilo que se julga.
É certo que hoje, já não há armas na rua, nem tiros, nem chicotes, nem canhões de água, nem cocktails molotofs, nem torpedos bengalórios, nem cassetetes, nem paus, nem punhos cerrados, nem gritos, nem palavras de ordem, nem revolta! Hoje, já não há nada disso, porém a luta é muito pior, muito mais perigosa e muito mais aguerrida!
A luta de hoje é de colarinho branco, é de camisa e gravata lavadas, é de gabinete, é de bufos, é de intriga, de compadrio, de cinismo, de influência, de corrupção, de traição.
E, contra este tipo de luta tão soft... Catarina não é capaz de lutar, porque simplesmente não sabe, porque na sua recruta, na sua instrução e na especialidade da sua arma de infantaria, não foi treinada para este tipo de luta. E este tipo de luta é o mais cobarde, o mais perigoso, o mais temível. O inimigo usa camuflagem por todo o lado, até nos companheiros, camaradas e colegas que se pavoneiam ao nosso próprio lado! E, se a gente ousa fazer um simples comentário, passados poucos segundos já chegou ao conhecimento do chefão, dos seus ouvidores, ou dos seus apêndices! E Catarina sabe muito bem que é assim. Por isso é que, já cansada de tantas punhaladas e de tantas traições, se escuda agora nos filhos, aparentemente se desinteressando da luta e dos combates e ensaiando sorrisos amarelos e desfarçados para a corja de feras, que a rodeiam!
Bem sei, minha Catarina querida, bem sei e compreendo a tua atitude, embora lamente que não prefiras as lágrimas da cela da prisão, do combate e da luta clandestina, do código de honra, do juramento de espada, dos irmãos encapuçados, dos braços suados e das faces frias!
E é esta a luta que é preciso doravante travar... e tu, Catarina, fazes tanta falta por cá neste combate!
Porque esperas?!
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Deixo aqui um epitáfio para tantas Catarinas! Ah, na época (2009), tinha um blog chamado "nomeiodasferas"...

Onde estará? Alguém o viu aí pelo Mundo?!....

Vai fazer cinco anos (foi em  1 de junho de 2012)... neste meu Blog escrevia assim:

«VISITA MUITO AGRADÁVEL E RECONFORTANTE!

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Senti a sua cabeça de cor preta e o seu sorriso a bater-me à porta, era o Padre António Augusto (ou o Irmão António, como ele gosta que eu lhe chame). Já não o via há dois anos...Nasceu algures na África, foi refugiado em Angola, estudou no Seminário da Ordem do Espírito Santo em Malange, vindo completar o curso a Portugal, ao Seminário de Braga. Fala com um sorriso sempre na boca, nas nossas longas conversas sobre a Religião, sobre Deus e sobre os homens. O Irmão António, por sua vontade própria, que admiro profundamente, exerce o seu apostolado no Sudão (Sul), no Quénia, no Chade, que conhece como as suas mãos, falando das suas onze mil crianças, das suas aulas ao ar livre, da sua evangelhização sem igreja ou capela, sem cálices, sem paramentos, sem hóstias ou altares.

 

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Mas fala também com o mesmo sorriso, naturalidade mas eloquência de Fátima, que conhece tão bem e que considera o "Altar do Mundo", afirmando ser redutor considerar Fátima como somente dos Católicos... até porque os próprios árabes (afirma) têm também eles uma admiração por Fátima, até por ser esse também o nome da filha do seu profeta Maomé!

Conheço o Irmão António há sensivelmente uma dezena de anos. Quando parte de minha casa, nunca sei se volta, pelo que hoje quando nos visitou foi uma alegria. Comeu do que havia em casa (como ele diz que devem fazer os irmãos, em casa dos outros irmãos!). Come pouco, porque tem um corpo habituado às carências mesmo alimentares, ficando por vezes dias e dias sem ingerir alimentos.

Fala sempre com um sorriso nos dentes alvos e nos olhos arregalados, mesmo quando fala daquela última bala que teve que arrancar dum perna, ainda há poucos dias! Mas não consegue disfarçar uma certa tristeza quando fala das violações de crianças de 10/12 anos por mais de uma dúzia de homens armados... ou das violações em massa de todas as mulheres de toda uma aldeia. Mais triste ainda fica quendo se refere à captura (caça) em massa às pessoas, em especial crianças, para lhes serem retirados órgãos dos corpos, que depois são comercializados e enviados para um outro mundo dito "técnico e desenvolvído"  e habitado pelo dito homo sapiens!

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Ai este Padre António deixa-me reconfortado, como que carregasse com ele todos os meus pecados, em troca de meia dúzia de golos do meu vinho fino, que pede logo à chegada! Recorda-se dele, segundo confessa, tantas vezes por lá naqueles algures! Depois mostra-me fotos do seu mundo, dos seus crentes, dos seus (nossos) irmãos.  Em frente ao meu computador sorri-se com algum malicioso desdém, ou mesmo desprezo pelo "meu mundo" de coisas "supérfulas" (como diz)... por lá, pelo Sudão, pelo Quénia, não há computadores, nem internet, nem telefone, nem comida, nem água, nem eletricidade, nem mesmo chuva (já lá não chove há seis anos!!)

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 Meu Deus.... que Planeta este!

Lá partiu, com o mesmo sorriso, com mais um abraço. Não sei até quando, não sei se até uma próxima... Boa viagem, Irmão António, até... até quando Deus quiser!!»

RESTA UMA PERGUNTA, OU UM APELO:

Onde estás, Padre?! Ainda és vivo?! VOLTA! Espero-te por cá!! Não Tardes!!

FESTAS FELIZES!!!

Formulo votos de FESTAS FELIZES para todos os meus familiares, amigos e conhecidos!

E desejo que todos saibamos encontrar e adorar o tal e verdadeiro MENINO JESUS,  no meio de tanto ruído, renas, luzinhas, pais-natais-gordões, pregoeiros e...políticos! 

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Só assim o Natal será, acontecerá e se cumprirá!

Bem hajam!

GENUÍNAS, SANTAS e FELIZES FESTAS!

FAZ 40 ANOS...PARABÉNS LIFA|||||

Faz quarenta anos que nasceu a LIFA (Lista Independente da Freguesia de Andrães), que concorreu às primeiras Eleições Autárquicas Livres do após 25 de Abril de 1974... Tive a honra de ser "Cabeça de Lista", precisamente porque democraticamente fui "empurrado" e por unanimidade escolhido para a encabeçar! Tinha na altura 24 anos, tinha regressado da vida militar (e da guerra colonial) e... frequentava o Magistério Primário de Vila Real...

Ainda hoje, em muitas paredes, postes de eletricidade e mesmo portas velhas carcomidas pelo tempo, se encontra a sigla LIFA... Foi um tempo duro de Luta, que recordo com alguma saudade, confesso.

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 A LIFA não ganhou as Eleições Autárquicas cá na freguesia de Andrães,  mas disputou nesse tempo difícil a luta com duas outras Listas, uma do então PPD e outra do CDS. Foi uma luta muito difícil...onde a LIFA perdeu as Eleições, mas com uma Votação  na Mesa Nº 1 que passou os 60%...

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Exerci o meu mandato autárquico até meados de 1978, ano em que me casei e mudei residência para Castanheiro do Norte (Carrazeda de Ansiães), onde vivi por vários anos.

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 Agradeço a TODOS os que colaboraram na LIFA... foi um ato de bravura ter conseguido fazer a lista independente, na época, recolhendo 173 assinaturas por toda a Freguesia, com Bilhetes de Identidade em dia, quando muitos nunca o tinham ainda possuído!

Um obrigado muito especial aos que fizeram parte da LIFA... 

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Depois da LIFA muito mudou, muitas lutas se ganharam e muitas se perderam... Pessoalmente intervi politicamente no PS, com Deputado Municipal, muito me orgulhando de lutar sempre pelo Mundo Rural e especificamente pela minha Freguesia...

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EPÍLOGO:

MAS...o tempo e a vida continua! E a grande lição a retirar da LIFA é que nunca se deve ser "escravo de ninguém", ou seja na defesa da nossa Freguesia nunca devemos deixar-nos arrastar pelo caminho mais fácil, que é muitas vezes diluirmo-nos na vontade e na "exploração" dos outros...

E, nos tempos atuais, muitas são as carências e mesmo os riscos que a Freguesia atravessa, sobretudo de natureza "ambiental" e "cultural"...

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Fazemos VOTOS que os autarcas locais,  cidadãos e moradores em geral saibam encontrar o caminho e o melhor para a Freguesia, sem ter medo dos desafios e dos ataques dos poderosos e dos "inimigos do exterior".

Força, Andrães!

PARABÉNS, LIFA!! 

 

 

 

 

 

Nossa Querida...

 

     

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        NOSSA QUERIDA…

 

Simples foste, mas Mulher exemplar,

amando como esposa, mãe e avó.

Deste tudo aos teus, sem de ti teres dó,

mostrando-te feliz por saberes dar!

 

A oração completava o bem-estar,

na nossa Igreja, a poucos metros só.

Mas Deus chamou-te à terra e ao pó,

deixando-nos a todos a chorar!

 

Oh, nossa Querida, quão grande o choque,

das nossas tantas lágrimas, no toque

dos sinos da nossa igreja a finados!

 

Que Deus, a Quem Seu povo reza e canta,

te conceda felicidade tanta,

quanta a saudade destes teus Amados!

ME(R)DALHAS...

Já lá vão muitos anos... Ocupava pela primeira vez, no Salão Nobre da Câmara Municipal de Vila Real, o lugar de Deputado da Assembleia Municipal de Vila Real. Confesso que "tremia " um pouco de excitação, sentindo um "nervosinho" cá por dentro incomodativo. O líder do meu Partido (PS), Jacinto Cruz (já falecido!) pareceu-me nesse dia bastante nervoso e abeirando-se de mim disse-me:

- Você nao foi à Reunião de Preparação?!

- Pois não - gaguejei eu, não sabia...

- Não sabia?! Então não lhe telefonaram?!

- Não...

- Ah... então deixe lá, ainda não está na lista. Mas da próxima já estará!

Depois, o camarada Jacinto Cruz reparou numa folha A4 que eu tinha na mão e indagou?

- Que é isso?! Quer falar? Se quiser... pode lá ir. Bem falta que nos fazia que hoje isto está muito mau!  Vá lá antes da Ordem do dia. Quer que o inscreva?!

E os olhos do Jacinto brilhavam agora mais expectantes.. E eu senti então aquela velha hesitação e nervosismo, contra a qual lutei arduamente durante anos e anos e que me causa sempre prazer enorme quando, finalmente, a consigo vencer!

- S.....Ssssim! Inscreva-me lá!

Só depois comecei a olhar para o lado, para os Deputados Municipais dos outros Partidos... um do Partido Comunista, que pediu a palavra e que me agradou imenso, quer pelo discurso, quer pelo seu bigode sorridente ou mesmo castiço! Depois foram lá outros Deputados do CDS e do PSD. Deste Partido (PSD) destacava-se um Deputado Municipal de então, que me olhou de lado uma ou duas vezes...mas de soslaio. Depressa me apercebi que possuia um discurso pouco ou nada elaborado... mas muito "duro". O meu camarada do PS, o Artur Pimentel, de Lordelo, murmurou-me então ao ouvido:

- Caceteiros.... Só gostam de "dar porrada"! Mas não tenhas medo!...

E não tinha... mesmo! E eis que de repente o Presidente da Assembleia, pronunciou o meu nome, e quando me pus de pé e  comecei a falar todos olhavam para trás para me fitar (esqueci-me de dizer que estava na última fila cá do fundo!)

E falei, ou melhor comecei a ler a folha A4. Referi-me ao mundo rural e à grande discrepância entre este e a cidade. E disse que não podia tudo continuar assim, a cidade a absorver para si a maior parte das verbas e as pobres das aldeias a viverem miseravelmente... E falei das Escolas do 1º Ciclo sem condições, dos caminhos por limpar, das bermas das estradas, da falta de saneamento básico e sobretudo da então  "Lixeira da Portela".  No final sentei-me e...senti-me satisfeito, com a boca seca, mas com um sentimento e uma acalmia reconfortante.

A palavra foi dada de seguida a um Deputado do PSD, que me "fuzilou", quer com os olhos, quer na sua postura de nem se dirigir diretamente a mim:

- Não sei quem é este senhor, nem donde saiu e até me parece que nem da cidade é!...

Essas suas palavras doeram-se tanto.. e senti uma irritação enorme, mas o Jacinto Cruz, foi à Casa de Banho e ao passar por mim cá no fundo, segredou-me:

- Esteve muito bem... Não ligue ao que ele diz! Aqui quem não for da cidade está frito! Repare nos presidentes das juntas rurais... não vão abrir a boca toda a noite!

Valeu-me na reposição do meu estatuto que me estava a ser retirado (por não ser da dita cidade), o então Presidente da Câmara, Manuel Martins (também já falecido!):

- Senhor professor Eduardo, saudo-o e tenho muito gosto em vê-lo nesta Assembleia. Conhecemo-nos bem, quer dos Jantares de Natal Anuais com todos os professores do 1º Ciclo do Concelho, quer das Festas Escolares de Guiães, de Andrães e de outras Escolas, espalhadas pelo mundo rural e nas quais, como pode testemunhar, procuro estar sempre presente. Mas senhor professor Eduardo, deixe que lhe diga uma coisa, a cidade é de todos e as aldeias são de quem lá vive!

Sublinhei e negritei, porque repetiu vincadamente essas palvras... que jamais esquecerei.

Entretanto, o tal deputado do PSD... parece não ter gostado muito da intervenção do (seu) Presidente e comentava para o seu colega de bancada:

- Ora bem..bem!! Em frente em frente! Tanta importância para quem não tem importância nenhuma!

...

Os tempos passaram...Jacinto Cruz faleceu drasticamente e Manuel Martins também... E eu, hoje professor aposentado, já não sou deputado municipal, mas continuo do PS, ainda acreditando na sua "Matriz Ideológica, Social e Revolucionária" (expressão da minha responsabilidade), assente na Declaração de Princípios do Partido.  E, orgulhosamente, continuo a ser rural...isto é, vivo numa aldeia rural, habitando uma vivenda que adoro, centrada numa propriedade campesina com cerca de 6 mil metros quadrados!

O PS (onde me filiei há mais de 30 anos) é hoje Poder na Câmara Municipal do meu concelho, onde sou nado e criado! E eu também ajudei a "conquistar" esse tal Poder! Mas, sinceramente, tenho muitas dúvidas se o exercício desse Poder se harmoniza mesmo à (nossa) Declaração de Princípios, versus à tal "Matriz "!... Por diversas razões... que não importará referir por aqui agora!

...

Ontem, dia 20 de Julho, e ao que parece, foi o 91º Aniversário da Cidade de Vila Real. Confesso que nem me lembrei... andei cá pelo meu "paraíso" entretido todo o dia e nem quis saber de mais nada! Mas vejo agora as imagens nas redes sociais e na imprensa local, alusivas à cerimónia de atribuição ou imposição de Medalhas de Mérito Municipal, ou coisa que o valha! Ninharias para mim, confesso, daí que já meio ensonado me preparava para desligar o computador quando... dei um salto na cadeira:

- O quê?!!!!!!!! Um dos medalhados pelo meu Partido é o  tal ex-Deputado Municipal do PSD, a que me referi há pouco!...  Credo!!!!!!!

....

"Oh, Jacinto Cruz... pronto descansa em paz! Não ligues... mas como vês a Política por cá é só ME(R)DALHAS!"

Os nossos ou os outros?! Eis a questão!

Confesso que tenho pensado muito neste dilema: Os nossos ou os outros?!

Bem, para os mais curiosos, falo mesmo de POLÍTICA , mas a sério, de "olhos nos olhos"!  Acompanhem-me só um bocadinho nestes CONSIDERANDOS, para depois concordarem (ou não),  com a minhas CONCLUSÕES:

Vamos então aos CONSIDERANDOS:

  • CONSIDERANDO QUE  existe uma "Matriz Ideológica, Democrática e mesmo Revolucionária" em determinado Partido Político, a qual nos serviu de pano de fundo ou mesmo argumentário ao longo dos anos, enquanto Oposição...
  • CONSIDERANDO QUE essa Matriz Ideológica, Democrática e mesmo Revolucionária, deveria servir de Guia, de Inspiração, ou se quisermos de GPS, quando, finalmente e após anos e anos de lutas e combates... conseguimos ser Poder...
  • CONSIDERANDO (ainda) QUE não é isso o que tem vindo a suceder, porque os Nossos, uma vez chegados ao Poder, fazem e comportam-se afinal e exatamente como os Outros...com favorecimentos pessoais e institucionais, com compadrio a "Lobos e a Lobies", com amesquinhamento e achincalhamento dos mais puros de nós e até... com desrespeito e minagem da própria democracia interna dentro do (seu??)  próprio Partido...
  • CONSIDERANDO (e finalmente) QUE não existe, ao nível da tal "Matriz Ideológica, Democrática e mesmo Revolucionária", qualquer progresso, sendo então de questionar se, mesmo assim, será preferível manter lá os NOSSOS ou deixar ou mesmo facilitar que para lá voltem os OUTROS... 

??????

 E agora vamos às CONCLUSÕES:

  • CONCLUSÃO 1- Se não existe garantia por parte dos NOSSOS, que estão no Poder, de irem cumprir a tal "Matriz Ideológica, Democrática e mesmo Revolucionária" , então se conclui  que se torna indiferente ou mesmo irrelevante que os NOSSOS permnaneçam no Poder, ou que os OUTROS o reconquistem!
  • CONCLUSÃO 2- A não existir garantia de cumprimento da tal "Matriz Ideológica, Democrática e mesmo Revolucionária" , por parte dos NOSSOS, nem pela parte dos OUTROS, então a única diferença é dum determinado "lote" ou mesmo "elite" de pessoas, do lado dos NOSSOS ou do lado dos OUTROS, que se comportam exatamente da mesma maneira...com o tal compadrio, favorecimento pessoais e institucionais e sobretudo "calculismo  desenfreado" no sentido de se manterem o mais tempo possível no Poder, bem como de auto se promoverem e mesmo, como se diz por aí (??) de enriquecerem ilicitamente...
  • CONCLUSÃO 3- Apesar de em termos de "Matriz Ideológica, Democrática e mesmo Revolucionária" , ser "indiferente ou irrelavante" continuarem os NOSSOS no Poder ou os OUTROS o reconquistarem; para efeitos de LUTA e COMBATE a favor dessa mesma Matriz  é SEMPRE MENOS MAU estarem lá os OUTROS que os NOSSOS! É que com os NOSSOS lá, a tal LUTA e COMATE a favor da Matriz é muito mais difícil, devido à falta de democracia interna, de debate e de discussão política, bem como à divisão interna, que é enorme e sobretudo à confusão política, ideológica e mesmo ética, que  é constante e fraturante...
  • CONCLUSÃO FINALOs nossos ou os outros?! Eis a questão! Bem, se os NOSSOS fazem na mesma como os OUTROS... então é preferível os OUTROS, porque assim os NOSSOS passam por uma "seleção natural", ou mesmo por um crivo ideológico e uma grande parte (o joio, ou seja aqueles que se filiaram à pressa ou os simples "mamões") vai-se simplesmente embora e a outra parte (o trigo, ou seja aqueles poucos e raros que têm sensibilidade política, democrática e ideológica para os Princípios da Matriz) fica e permanece na LUTA e no  COMBATE! E sem dúvida que lutar e combater é sempre mais fácil, quando sabemos  "onde está o inimigo" e, sobretudo, quando à nossa volta e ao nosso lado, sentimos o pulsar dos nossos autênticos e fiéis camaradas e amigos!

E, já agora, e como MESTRA final o pensamento de  Sérgio Vaz: (fantástico!!!).

Muito bem, Sérgio Vaz, eu assim farei!

 

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