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ANDRÃES: fomos maltratados (mais uma vez!)

por EduardoRibeiroAlves, em 11.02.17

Eles orgulham-se de ter concebido o "RÉGIA DOURO- PARK", nome pomposo e teimam (ainda) em chamar-lhe também de "Parque de Ciência e de Tecnologia"...

 E, apregoam aos céus e aos ventos, que vai ser aí o ninho da Saber, ligado à vitivinicultura, à agroalimentação e à valorização ambiental! E tudo isto devidamente ligado, qual simbiose, à UTAD...

Pois que seja... mas seja legítimo termos algum benefício da dúvida!

Mas importa recordar e recuar uma década a trás e recordarmos o que era toda aquela imensidão de mancha verde, a maioria dela habitada por pinhal, aonde até se faziam as "feiras de gado", por altura das Festas de S. Tiago. Muita gente ainda se recordará disso. Recuando ainda mais no tempo, vem-nos à memória uma grande riqueza de pequenos arbustos e ervas rasteiras, por onde apascentávamos os bovinos cá da aldeia e onde jogámos tardes de "pinha", de "eixo" e de "Roça".  Era lindo! Alguns caminhos públicos atravessavam toda aquela mancha natural, sim porque era por ali que, durante anos e anos, se caminhava a pé até à cidade, ou por onde se tangiam os burros carregados de cavacos (lenha) para vender na Cardoa, ou se carregavam à cabeça sacos de milho, feijão ou mesmo flores, para se venderem na Bila. Por esses caminhos públicos de então, caminhavam ainda noite e dia homens e bestas carregadas de milho em grão ou em farinha, na faina árdua diária e noturna dos moinhos do nosso Tanha (e eram tantos! E por ali passava também, qual itinerário principal, aquele largo e lamacento caminho que nos conduzia à Portela (Ventaneira) e  ao Frangal, onde os terrenos eram férteis e trabalhados pela nossa gente, nos enchiam a casa de pão, de batatas, de maçã e tanta riqueza mais! 

Tal como nos aconteceu mesmo ao lado, naquela maldita "Lixeira Municipal", aqui o primeiro ataque surgiu logo com o traçado da A24, que ainda hoje não sabemos porquê, nos isolou  do Frangal e não nos garatiu o acesso histórico e secular ao lado de lá (bastaria mais uma simples passagem inferior... e tinha sido tão fácil!!) Assim a tal via principal de acesso ao Frangal, que tanta riqueza nos dava, foi simplesmente suprimida! Falou-se e "roncou-se" dias e dias e noites e noites, mas eles (os de ontem e os de hoje, tanto faz!)  sabem muito bem a quem as fazem!  E tudo ficou, como se diz por cá, em "águas de bacalhau"!

Mas voltemos ao Parque de Ciência e Tecnologia... (não confundam com essa coisa  do tal Régia Douro-Park).  

E para continuarmos a entender toda estra tramoia, vale a pena ler algumas páginas  dum ata camarária de 2007 (e sobretudo o nosso sublinhado a amarelo)

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 Verificamos assim que:

a) Fomos expropriados por motivos de "Utilidade Pública".

b) Fomos mal pagos...(só nos deram bagatelas!)

c) Ds terrenos (parcelas) nem todos foram utilizados para o fim a que se destinavam. (utilidade pública!)

Mas... PIOR ainda:

1- Fomos roubados num Parque  e num caminho Público, que havia junto à Estrada Municipal 313 (ao ir para a Portela)...quem não se recorda daquele enorme largo e daquele frondoso Pinheiro Manso?! Agora, em seu lugar implantaram uma estrada interior, só para eles, que limitaram de nós com uma rede, implantada no tal parque e caminho público. Primeiro estacionava-se ali à vontade! (até os autocarros do Tâmega!), agora nem dá para estacionar uma bicicleta a pedal! Sem-vergonhas!

2- À frente do Centro Escolar deixam um terreno, que não tratam e que poderia servir para  parqueamento, ou mesmo de lazer. Entretanto não tiveram o cuidado de reservar para os pais das crianças um Parque de Estacionamento ao longo da estrada,  limitaram-se a um miserável passeio, incómodo e estreito. E, em dias de Festas Escolares ou mesmo de Reuniões com os pais, toda a estrada fica perigosamente ocupada de automóveis, ameaçando a segurança de todos e muito em especial das próprias crianças!

3- Também o resto do terreno, ainda não ocupado (ao ir para o Cruzeiro de Andrães) está limitado com uma rede mesmo até para cá do antigo limite dos próprios terrenos, nem se lembram que aquela estrada tinha ali uma larga valeta, até essa foi usurpada! O tal parque de estacionamento (para a Escola e para a Comunidade, porque não?!), poderia ao menos ser feito ali e ao longo da rede, que recuaria assim dois ou três metros, e porque não?!  Mas nem pensar... agora é só vender e  há que aproveitar  os metros todos!

4- Há já terrenos que foram cedidos (vendidos!) a  particulares, o que levanta algumas dúvidas jurídicas! (não esquecer que as parcelas foram expropriadas por motivo de "utilidade pública"!)

5- O acesso principal ao tal "Régia Douro-Park" é feito mesmo em cima dum nó  e duma rotunda de saída da A24... É um acesso muito perigoso e muito mal sinalizado, não se compreendendo como foi autorizado por quem de direito (ou será que é clandestino?!)

Que fazer?!

Sinceramente, não sabemos! Haveria tanta coisa a fazer e a dizer! Se calhar até era uma boa ideia os antigos donos exigirem novamente a posse dos seus terrenos, sobretudo dos que ainda não foram ocupados e que vão ser, segundo consta, cedidos a entidades privadas!!!

Concluindo:

Fomos, mais uma vez, maltratados!

E fomos mesmo, ontem e hoje: para o demo que os carregue!

 

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publicado às 23:12


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