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TRIBUNA de EduardoRibeiroAlves

«Daqui manifesto e apregoo a minha opinião, porque... sou LIVRE!»

TRIBUNA de EduardoRibeiroAlves

«Daqui manifesto e apregoo a minha opinião, porque... sou LIVRE!»

Onde estará? Alguém o viu aí pelo Mundo?!....

Vai fazer cinco anos (foi em  1 de junho de 2012)... neste meu Blog escrevia assim:

«VISITA MUITO AGRADÁVEL E RECONFORTANTE!

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Senti a sua cabeça de cor preta e o seu sorriso a bater-me à porta, era o Padre António Augusto (ou o Irmão António, como ele gosta que eu lhe chame). Já não o via há dois anos...Nasceu algures na África, foi refugiado em Angola, estudou no Seminário da Ordem do Espírito Santo em Malange, vindo completar o curso a Portugal, ao Seminário de Braga. Fala com um sorriso sempre na boca, nas nossas longas conversas sobre a Religião, sobre Deus e sobre os homens. O Irmão António, por sua vontade própria, que admiro profundamente, exerce o seu apostolado no Sudão (Sul), no Quénia, no Chade, que conhece como as suas mãos, falando das suas onze mil crianças, das suas aulas ao ar livre, da sua evangelhização sem igreja ou capela, sem cálices, sem paramentos, sem hóstias ou altares.

 

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Mas fala também com o mesmo sorriso, naturalidade mas eloquência de Fátima, que conhece tão bem e que considera o "Altar do Mundo", afirmando ser redutor considerar Fátima como somente dos Católicos... até porque os próprios árabes (afirma) têm também eles uma admiração por Fátima, até por ser esse também o nome da filha do seu profeta Maomé!

Conheço o Irmão António há sensivelmente uma dezena de anos. Quando parte de minha casa, nunca sei se volta, pelo que hoje quando nos visitou foi uma alegria. Comeu do que havia em casa (como ele diz que devem fazer os irmãos, em casa dos outros irmãos!). Come pouco, porque tem um corpo habituado às carências mesmo alimentares, ficando por vezes dias e dias sem ingerir alimentos.

Fala sempre com um sorriso nos dentes alvos e nos olhos arregalados, mesmo quando fala daquela última bala que teve que arrancar dum perna, ainda há poucos dias! Mas não consegue disfarçar uma certa tristeza quando fala das violações de crianças de 10/12 anos por mais de uma dúzia de homens armados... ou das violações em massa de todas as mulheres de toda uma aldeia. Mais triste ainda fica quendo se refere à captura (caça) em massa às pessoas, em especial crianças, para lhes serem retirados órgãos dos corpos, que depois são comercializados e enviados para um outro mundo dito "técnico e desenvolvído"  e habitado pelo dito homo sapiens!

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Ai este Padre António deixa-me reconfortado, como que carregasse com ele todos os meus pecados, em troca de meia dúzia de golos do meu vinho fino, que pede logo à chegada! Recorda-se dele, segundo confessa, tantas vezes por lá naqueles algures! Depois mostra-me fotos do seu mundo, dos seus crentes, dos seus (nossos) irmãos.  Em frente ao meu computador sorri-se com algum malicioso desdém, ou mesmo desprezo pelo "meu mundo" de coisas "supérfulas" (como diz)... por lá, pelo Sudão, pelo Quénia, não há computadores, nem internet, nem telefone, nem comida, nem água, nem eletricidade, nem mesmo chuva (já lá não chove há seis anos!!)

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 Meu Deus.... que Planeta este!

Lá partiu, com o mesmo sorriso, com mais um abraço. Não sei até quando, não sei se até uma próxima... Boa viagem, Irmão António, até... até quando Deus quiser!!»

RESTA UMA PERGUNTA, OU UM APELO:

Onde estás, Padre?! Ainda és vivo?! VOLTA! Espero-te por cá!! Não Tardes!!

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