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Blog de EduardoRibeiroAlves

«No uso da minha livre opção de escrever com lealdade, gosto, amor e... combate!»

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«No uso da minha livre opção de escrever com lealdade, gosto, amor e... combate!»

Intervenção no XII Congresso da FNE

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Deixai vir a mim as criancinhas…”, frase proferida por Jesus, conforme Mateus (19:14). Porém, passados dois mil anos, em relação às atitudes criminosas de alguns altos representantes de Jesus na Terra, apetece-nos agora recomendar: “ Não deixeis ir a eles as criancinhas…

Referimo-nos aos crimes de abuso sexual contra crianças, que tão corajosamente Sua Santidade o Papa Francisco, tem vindo a divulgar e a condenar, admitindo publicamente que estes crimes também tenham vindo a ser praticados pelos seus consagrados homens de batina ou sotaina, alguns dos quais ligados à mais alta hierarquia da Igreja. Foi, porém, com grande estranheza que, perante tanta divulgação destas escandalosas notícias, não tenhamos visto, lido, ou escutado as diversas organizações nacionais ou internacionais ligadas aos professores ou às crianças, virem a lume repudiar com veemência estes atos criminosos e exigir condenações pesadas para os seus autores, independentemente das decisões condenatórias dos seus próprios tribunais eclesiásticos. Ora na procura duma justificação para este desinteresse e alheamento, no caso concreto das nossas Organizações de professores, sindicais e outras, ficou-nos a perceção que esta apatia se explicará por se terem esquecido que é nas crianças, versus alunos, que reside a verdadeira essência do ser-se professor e que quaisquer outras funções desempenhadas, de natureza não letiva, de ordem administrativa, associativa, sindical, ou mesmo politica, deveriam constituir-se como uma mera e pontual exceção, devidamente limitada no tempo e nos mandatos, de forma a fazer e a favorecer um regressar ao exercício docente, essência da profissão docente, benigno, desejado e pacífico. Fica-nos um amargo na boca, ao suspeitarmos que muitos destes professores que se afastaram se consideram que se “safaram” dessas funções docentes e alguns durante décadas e que se alhearam cada vez mais dos alunos, desenvolvendo em relação a eles uma espécie de “fobia patológica”, tudo fazendo agora para se manterem nos seus lugares administrativos, associativos, sindicais e políticos. Para cúmulo, só faltaria que começassem a reivindicar para si próprios e à semelhança dos politicamente destacados, que a contagem deste tempo de serviço de funções não letivas, fosse servir simultaneamente para cálculo das suas reformas, como professores e para cálculo de “Subvenções Vitalícias”!...

Mas, voltando à essência da profissão docente, versus crianças e aos crimes de abuso sexual que algumas delas carregam pela vida fora, urge aqui clamar por uma Justiça singular e implacável para com todos os prevaricadores, condenando-os a penas de prisão, onde para crimes iguais também iguais sejam a mesa, a cama, os espaços e a roupa!

Quanto às Organizações de professores, ousamos aqui recomendar que atendam aos “sinais dos tempos”, como por exemplo aos do Movimento # Me Too e que não deixem que os interesses pessoais ou dos seus associados, se enquistem e se sobreponham às necessidades reais das crianças e dos seus professores que as lecionam, preservando de todos eles atitudes, ainda que camufladas, de bullying e exigindo um clima escolar de liberdade e de democracia, quer ao nível científico e pedagógico quer ao nível da gestão e administração escolar.

publicado às 22:22

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